Saturday, 8 August 2009

Jamais a eternidade
Com os fardos do fracasso
Nos ombros pesados
Nada do clichê
Do pra sempre eu e você

Eternidade real
Eternidade palpável
Sentível e possível
Eternidade além
Das linhas do invisível

Que visita sonhos
Que se configura nos gestos
Amor que cura meus prantos

6 comments:

Delírios Cotidianos said...

Ler esse poema logo após ler alguns do Manuel Bandeira com certeza é tomar um sal de frutas após um porre derradeiro.

Gosto de ler os extremos (mesmo que não tanto) daquilo que estou acostumado a ler. É bom saber que ainda há corações que pulsam por uma humanidade "humana", pois há muito deixei de acreditar que existam tais pessoas "palpáveis" (com excessão aos ícones de bondade que temos por aí).

De qualquer maneira, gosto disso, mefaz sentir um pouco melhor.

Paulo Olmedo said...

muito bom. te desse! :)
(merecia ser musicado, apesar do final "meloso" :D)

SooZ said...

Acredito que é assim que um talento se comprova, quando se escreve sobre o amor vivido c/ a mesma intensidade, forma e beleza com que se escreve sobre o amor perdido ou sobre a desilusão, pois muitos se enchem de inspiração diante da dor e as vezes escrevem verdadeiras "obras", mas só sabem escrever sobre a dor, apenas a dor os inspira, acredito que o verdadeiro Poeta é um ser sensível não somente a dor (o que a maioria dos mortais é), ele é sensível a vida, tudo o toca, o emociona, e ele tira inspiração de temas diversos assim como pintor que vê e explora a beleza de todas as cores, que através do seu olhar e de suas pinceladas retrata o que nossos olhos muitas vezes não conseguem enxergar.

ricardo ara said...

cada vez melhor

Mr. Rickes said...

Já disse que adoro teu poemas!

Muito bom

=D

Silvana Bronze said...

Minha véia Su...
quantas gramas de delicadeza tu me vende?