Monday, 9 March 2009

O poeminha...

Tenho algo guardado no peito
Algo que chamo de pretensão
Mas quando tua cantiga pairou no meu ouvido
Não pude conter minha emoção

Não sei que musa evocas
Desse teu lado obscuro sem fim
Sei que de repente meu corpo provocas
E desejo que tudo isso seja para (e por!) mim

Eis que nada de simples construo
Só sei que tudo que faço eu te devo
O teu sonho partido, eu junto
Beijar a tua boca eu me atrevo

Nem o luar me inspirou
A lua estava cheia e branca
Teu lirismo é vendaval e me levou
Sinto agora que o sofrimento estanca

E eu coloco as palavras nos lábios teus
Tu me corriges, foges e até brincas
Porque trocamos os versos
Para sermos inversos do que se perdeu

Eis que não fujo mais
Até nesse papel fraquinho eu me perdi
Me perco nessa paixão sem não, fugaz
Eu desisto, eu insisto, me rendi. 

4 comments:

Everton "Merlin" Soares said...

mais uma vez, sutil... mas as coisas muitas vezes não são tão simples como parecem, há abismos profundos na mente humana que leva um certo tempo para serem iluminados. Somente o auto-conhecimento e o tempo, senhor dos homens é que podem curar certas feridas. O que resta pois é poetar, poetar e poetar, para quem sabe um dia as chagas que o comportamento alheio provoca possam ser fechadas pelo manto da solidão.

Everton "Merlin" Soares said...

mais uma vez, sutil... mas as coisas muitas vezes não são tão simples como parecem, há abismos profundos na mente humana que leva um certo tempo para serem iluminados. Somente o auto-conhecimento e o tempo, senhor dos homens é que podem curar certas feridas. O que resta pois é poetar, poetar e poetar, para quem sabe um dia as chagas que o comportamento alheio provoca possam ser fechadas pelo manto da solidão.

García said...

Obrigado. Apesar de não comentar, sempre leio por aqui.

Rody Cáceres said...

não tenho muito tempo de comentar então...parabéns frikonilda...