Monday, 23 February 2009

Nada ao Norte

A nuvem nada ao Norte
O nada nesse reino impera
Te olhar tem gosto de morte
Teu coração, é a minha quimera

Explorar sonhos vazios
Onde o brilho imenso se desfaz
Dedos débeis de toques frios
Nem doer, a solidão dói mais

Voa pássaro branco ao Norte
Aos caminhos jamais desvendados
Lanço a qualquer corpo a minha sorte
Estaciono o olhar no sorriso velado

Acabam-se os meios, acabam-se os fins
Golpeio o passado 
Recorto o presente
Colo teu estereótipo em mim

Brilha lua branca no céu
Coisa única que brilha depois da realidade
Pensamentos mórbidos largados ao léu 
Flutuando de um não sei o que sentir saudade

Encara assim as paredes mofadas
Encara em ti essa luta perdida
Encara que hoje és foto amarelada
Aceita que serás esquecida.

3 comments:

Mel said...

Como sempre emocionando com teus escritos.

Mr. Rickes said...

A meia hora atras comentavamos Rody e Eu que não conheciamos teus poemas e sim os textos que escreve.
Muito lindo!

César said...

Linda! Ainda mais aos olhos de quem, como eu, vem de mais ao Sul, onde, não propriamente hoje, mas em regra, o frio grassa e o gelo impera.