Monday, 9 February 2009

Madrugadas Insanas #3

Perdoe-me a nova intervenção, ou melhor mais uma intervenção carregada de lirismo nas mesmas 24 horas seguidas. É que considero realmente estar tomando atitudes nem um pouco condizentes com a minha razão. 

Ok, tu poderias ter tornado tudo isso um pouco mais fácil, mas no momento em que tu não destes a mínima pra esse assunto então eu me responsabilizo por isso. A minha parte e a tua. Todas as revoltas e as coisas que penso que pensas estão só aqui. Certamente agora sonhas, não comigo, obviamente que jamais seria comigo. Todavia, no meio dessa historinha de me cortar com as farpas do passado eu me machuquei e tenho tentado me livrar disso. Eu tenho me esforçado. Alright, eu admito, poderia estar fazendo mais. Poderia ter tirado a tua foto do porta-retratos. Poderia? Poderia. Mas olhar pra ela me dá uma certa...raiva. Aí eu começo a sentir isso e chego à conclusão de que um dia tudo será indiferença. Poderia fazer mais que isso. Nesse exato momento a foto "mora" debaixo do meu travesseiro. Aí antes de dormir eu dou um beijo nela e quando acordo dou outro beijo e em seguida me dá uma repulsa à tudo aquilo que faço que logo suspiro e jogo tudo pro alto.

É hora de encarar os fatos, encarar a vida, já faz 5 dias que eu me escondo nesse pijama de algodão vagabundo que enche de bolinhas se for lavado na máquina. Um amontoado de papéis em uma sacola plástica, copos, embalagens de biscoitos vazias, desodorante, perfume, presilhas de cabelo, todas essas quinquilharias espalhadas pelo quarto. 

Tenho sentido dificuldade em interpretar explicações fáceis, em algumas horas do dia penso que as pessoas falam comigo mas o detalhe é que eu estou sozinha nesse quarto escuro então seria impossível alguém estar falando comigo.

Só pode ser meu eu-lírico de novo. Só pode ser a mais nova manifestação de quebra da sanidade. A perda da faculdade mental. A perdição final, a ida sem volta. O corte final.

1 comment:

César said...

"The Final Cut" ("by Pink Floyd"?)! "[...] na realidade, a perdição é o que importa [...]" (by Freak), não é?