Monday, 4 May 2009

todas as noites, cada noite única, depois das ondas, conversamos. debatemos o sentido pelo qual estamos ali, novamente, sentados de frente para o mar. pensamos que é dispensável falar o motivo que nos atrai mas ainda assim falamos. e deixamos bem claro: nada sentimos. não, eu? nada sinto por ti. tu por mim também não o fazes. então por que não conseguimos parar de prestar contas conosco? ligas e se não atendo, te aviso o motivo. te ligo, se não atendes, me consolas mais tarde com um beijo amigo na testa. por que precisamos o tempo inteiro dizer que não nos amamos se já era para estar claríssimo como água que nada sentimos? será? 

1 comment:

Mr. Rickes said...

Não bastando o sentimento em torno, a descrição do cenário é perfeita. Forma uma imagem incrivel de um devaneio, ou não, lindo!