Monday, 13 April 2009

(tua) Satania [re-leitura]

Dos braços de Bilac desprendi-me
Soltei-me no ar de seus versos viscerais
Eu te adormeço, te enlouqueço, te redimes
Te dou calor, odor e muito mais

Meu cabelo não solto às costas
Para que vejas a luminosidade da minha alvidez
Às tuas lembranças mortas darei vida
Lentamente, vagarosamente, solidez

E suspiras e perdes a calma
Diante de tal corpo que te faz devanear
Transpiras um mar que te revolta a alma
Procuras a boca em que possas repousar

Entrego-te então meu poeta
Meu sem nome,
sem rosto,
sem vida
Nem meta

Esse corpo de estrada já percorrida
Na tua fome voraz, sempre infinita
No gemido de alucino da manhã altiva
Teu instinto...desperta.

1 comment:

Mr. Rickes said...

MUITOOOOOOOO BOM!

Adorei Sú! Essa mistura da Genialidade do Bilac com a explosão de sentimentos do teu ser ficou maravilhosa. É a visão de uma Mulher com M maiusculo sobre a paixão satânia do Mestre!

Parabéns!!!

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