Sunday, 22 March 2009

Reflexão do irreflexível, estudo do (não) ser humano...

Caminhado em pedras frias, nem a noite me intimida. Desolada, procurando teu rosto em cada rosto desconhecido, procurando teu sorriso quem sabe em um brilhar de estrelas eu refleti que o amor nasce da rotina e na rotina ele também morre. É, é assim mesmo. A rotina é aquela que nos fornece os detalhes necessários para que nos apaixonemos com tanta insânia dentro do peito. Esses detalhes nos fazem sorrir silenciosos quando pensamos nos jeitos de falar e andar e inclusive causam frios na barriga. 

Depois, é ela quem mata tudo. Pois os detalhes tornam-se fardos, tão terríveis e pesados de carregar... e tudo foi-se ladeira abaixo. Então reflito assim, como quem não quer nada, só querendo ter uma coisa na vida que nem sequer se manifesta, bem...enfim, os detalhes tão amados... a rotina vem e esquarteja tudo. Pois não podemos suportar a ideia de tanto amor por tanto tempo. 


continua... (ou não)

2 comments:

Mr. Rickes said...

Sou um grande privilegiado por ter ti conhecido e poder ler os teus escritos. Não creio que não ouças certas palavras por uma culpa que não é tua. Penso que teus escritos assim como a beleza que está em vc e tudo o que faz, tende a calar a fala, os olhos e o coração de certos seres. Mas isso são coisas que já viveu. Ainda tem muitos caminhos a percorrer, basta soltar a corda que ti prende ao passado.

0/

Mel said...

Realmente, detalhes nos fazem gostar de uma pessoa e depois nos fazem não gostar.
Mas temos que aprender a gostar desses detalhes que não gostamos tanto quanto daqueles que gostamos.
Quanto gostar e não gostar há em detalhes...
Bjusssssss