Sunday, 8 March 2009

Penso que te quis (quero) demais
Nesse curto espaço de tempo
Te dei versos, olhares e sinais
E tu nem me escrevestes versos banais

Procurei em cada traço do teu rosto
Por sinuosas rimas 
Da tua boca mesmo sem conhecer 
Peguei o gosto
Para fazer a minha obra prima

Não te exigi mais do que atenção
para cada sílaba que escrevo
espremes meu pacato coração
sinto que todo o meu lirismo é à ti que devo

Eu suspirei você não ouviu
Eu sorri, você fugiu
Eu te abracei você gelou
Eu te falei, você calou

Retiro meus cantos 
De voz quase silenciosa
Sobrou-me lágrimas para meus prantos
Chorando o idílio 
De coisa só nossa.

Caminho sozinha por esse mundo frio
Mundo esse que ajudastes a gelar
Em mim cresce apenas o vazio
Sem ti, como é que vou saber rimar?

Se não era através do que vivi
Que eu poetava o dia inteiro
Mas dos devaneios que criava
De como seria te tocar primeiro

Não me sobra nada além
Do que apagar as luzes
para não te assustar, doce menino sombrio
Quis ser tão alguém por um curto espaço de tempo
Eu calo e sigo em desalento, cavando um buraco
Onde cabe meu vazio. 

2 comments:

Mr. Rickes said...

Doce menino sombrio???
Pedofila
heaheahaehehae
E depois tu vem dizer q faz textos locos.
:P

Freak said...

Não Rickes, nada dessas coisas aí não... freak longe do crime, afinal ainda não tenho diploma para a cela especial! haha