Sunday, 1 March 2009

Leviano

Não, eu não julgo tuas palavras supérfluas, levianas ou simplistas eu apenas acho que elas não me causam nada ao coração. Acredito que estejas remando contra a maré, pior do que isso, acredito que estejas sendo levado com a correnteza, deixastes teu mundo à Deus dará, ó meu bem, farás o que? Tão assim... pouco dono de si, tão personagem de história onde o escritor te rebusca, te rabisca, apaga teus adjetivos, não não, adjetive-o mais um pouco, ele será protagonista, não, não! Será o antagonista! E essa agonia se espalha por ti, todo em ti porque já perdestes a tua essência, não sabes exatamente em qual porto ela foi parar. Eis que estás aprisionado (ou talvez liberto?) na ponta da caneta de quem te escreve, quem pinta e borda com o pouquinho de alma que tens aí, a alma que supões possuir para poder formar frases tão sem efeito, que derrota. 

2 comments:

César said...

Andava preocupado com a ausência de verbos, como em "Ideal", por exemplo, pela razão óbvia de que, sem verbos, não há ação, e tu falas sobre a falta de adjetivos. Frika C. "in the sky" like(s) a nuvem carregada (nas suas próprias tintas), se só molhar o próprio quintal não colorirá todo o firmamento, como poderia brilhantemente fazer, se quisesse.

César said...

[...] "in the sky", cheia de conteúdo, "like(s)" [...]