Thursday, 19 March 2009

eu não te apago
nem da memória
nem da história
procuro sem jeito
o caminho perfeito
rumo ao teu afago

minhas lágrimas são de vento
tantas vezes que me pus a chorar
com teu lirismo me contento
mesmo negando o meu gostar

eu te quero
e te enalteço
fugindo da tua imagem
não esqueço
que essa triste passagem
tem um preço

simplesmente te deixo
quieto em teu canto
com tua alegria triste
com tua bebida quente
e o teu raivoso pranto

ainda na rua hás de me ver
passar, olhar e desejar
mesmo fechando teus olhos
para o meu ser
estou na janela
esperar esperar esperar

1 comment:

Giliard said...

É incrível como insistimos em complicar as coisas. Negar sentimento tão puro e belo quanto o teu é matar o que há de verdadeiro em toda a natureza.