Sunday, 8 March 2009

E só tenho a poesia, a música, o álcool e a tua foto. Não sei se alimento esperanças de ter o teu corpo preenchendo o meu ou coisa assim na real até me sinto meio ridícula se parar para pensar nisso. Aí me vem logo a idéia de que eu mais você é absurdo, só que aí em seguida nessa mesma linha de pensamento me vem algo que se chama querer muito alguma coisa que a gente sabe que é bom. E eu te considero bom.

Eu te vejo, te bebo, te desejo, te almejo, te coloco na parede do meu quarto para um constante louvor, como quem louva a um anjo, mas dessa vez um anjo caído, um anjo que teve suas asas quebradas mas que procura por alguém que reconstrua essas peças. Não me considero grande arquiteta mas devido à constância de sentimentos belos pela tua pessoa julgo-me capaz de varrer toda a sujeira, colar cada caco quebrado, te colocar pra dormir, te dar um beijo na testa e te deixar guardado. 

Nem a chuva, nem os constantes ventos insistentes no peito te levam para  longe. Eu me questiono sim e por vezes me envergonho sim. Mas conto com a tua ingenuidade de coração para que não te identifiques nessas linhas... porque te perder sem te ganhar seria sofrer em demasia.

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