Saturday, 21 February 2009

Madrugadas Insanas #7

...e beber a tua boca já não me soa mais como absurdo ou acaso, é como tinha que ser, era como ter um déjà vu, era como entrar em transe. Nem me custou nada pisar nas nuvens, a textura fina dos teus lábios foram os tickets para essa viagem de ida sem volta.

Então, um pouco absorta encontrei o paraíso e te prendia junto ao meu corpo como quando a gente escuta uma música e praticamente consegue entrar dentro dessa música e fluir junto, unidos e além. 

E não consigo, meus lábios dão voltas nos lábios teus, minhas mãos procuram e captam os braços teus, e eu saio em busca do teu cheiro e nos teus cabelos venho disposta a me perder. Um mundo ou um universo ou quem sabe um sonho de tamanhas coisas insanas, eu sei, todos chamariam-me de louca ou algo parecido mas nada mais importa. 

Demorei uns minutos para (ainda com os olhos fechados, apenas nesse intenso momento) entender ou perceber que aquilo estava sendo realmente necessário. Não queria mais nada que pudesse cair em desuso. Mas aí, te encontrei. E caí na tua boca. 

2 comments:

César said...

Cairias na boca ... do povo? Todos te chamariam de louca? But all of them call you freak, não foi o que me dissestes? Freak flows. Freak's flow. Freak em fluxo. Freak's influxo.

César said...

Cairias na boca ... do povo? Será? But they all call you freak (foi o que me dissestes), don't they? (não é assim que dizem?) Freak flows. Freak's flow. Freak em fluxo. Freak's influxo.