Friday, 27 February 2009

Falta de inspiração

Bato na porta de casa
Como a chuva bate no telhado
Insisto entrar num local proibido
Eu tenho medo dessas águas rasas

Finco a estaca no peito
A angústia ainda é morna
Matando a espera
Olho nos olhos de um ser maldito
Esquecer os espinhos, ah quem me dera!

Caminhos, desvios
Eternos labirintos internos
Só percorreria o abismo se fosse do avesso
Mas corro pelos becos
Com meus pedaços enfermos

Toca música onde baila a inspiração
Dança girando pra longe da luz
Dança cruzando a fronteira da escuridão
Rodopia me lançando à cruz

Suporta esses versos tímidos
Cabisbaixos, rimas fracas, sem mistério
Assume que nada tens de vívido nem vivido
Te recai a culpa do escrever inútil
Do talento que parece estar por agora perdido.

2 comments:

César said...

Tá lento, não perdido!

César said...

E notas da velha e boa perdição encontram-se sempre na pauta da discussão!