Friday, 27 February 2009

Becos sem saída, cubos sem medida, almas em pedaços, pele em feridas...
Busco um buraco de meio metro um pouco profundo pra enterrar o meu interior imundo que não se adequa ao mundo! Que mundo repetitivo esse no qual me insiro!

E se compartilho com tua doce pessoa, disparates de ontem à noite, devaneios do cair da tarde é porque considero tua alma deveras transparente para compreender os anseios de meu coração saliente.

Tu me devolves uma coisa que pareço jamais ter possuído, algo que encontra-se enigmático por detrás da tua retina, um morno de gente quieta submergindo tuas digitais. É perigo constante querer desvendar o que tem por detrás da fotografia, imaginar o teu cheiro e tentar fazer poesia.

Teus versos são esparsos ainda, tua escrita não fixou-se ainda em minhas entranhas e quando mergulhas no meu inconsciente trato logo de me trazer para a superfície.

Diga-mes o que és, capitão! Não sabes ancorar teu barco em porto nenhum como serviria-te de porto seguro? Não seguro nem as portas do meu mundo louco!

Deixemos que a brisa repouse no nosso epitélio, deixemos que o mar encoste nossos pés, saibamos a hora de revelar segredos, falemos do desejo que nos mantém nesse contato de não ter contato algum.

1 comment:

Mel said...

Não te enterra não!
Mesmo que o mundo seja o oposto do que tu é.
Bjuuss