Showing posts with label (ex) tudo do caos. Show all posts
Showing posts with label (ex) tudo do caos. Show all posts

Thursday, 30 April 2009

tenho a madrugada dentro de mim. a noite, obscura, guardada lá no submundo do meu poço sem fundo. nem os copos vazios, apenas com a tintura do vinho tinto fazem com que a minha cabeça gire, gire muito. tudo parou sabes? não por ti, não por mim mas por tudo que parou no tempo junto. conversei com a tua irmã esses dias, ela disse que tu andavas bem deprimido. mas faz parte, a gente escolheu assim né? eu não me sinto culpada pelas coisas que fiz. todos os beijos que te concedi e os afagos que nos permiti foram todos de boa intenção. nunca te prendi nas amarras inexistentes do meu ser. e de certa forma, sabes disso, jogas muito com a minha confusão.

e eu? eu não.

Tuesday, 24 March 2009

Qualidade contestável

Poesia feita porque deu vontade. Não chamaria isso de inspiração, mas simplesmente de uma necessidade mecânica de dispor das palavras. Todos os dias eu nasço um pouquinho, mas morro um tanto mais.

Me deixastes algo no peito
E vez por outra pareço esquecer
Devaneio, não penso direito
Sinto que é preciso escrever

As palavras que procuro somem
Os versos que teço, empobrecidos
A música que ao longe ecoa
Denota um coração entorpecido

Tudo parece tão inútil
Na beira de um imenso abismo
Entrego-me à minha vida fútil
Enquanto continuas sozinho e com frio

Mas minha missão desconheço
Não sei se tenho minha consciência
No inverno iminente, pereço
Dizem os anjos tenha calma e paciência

Aperto os olhos em silêncio
O coração espreme dentro do peito
Mais uma noite, sei que venço
Afastada do teu leito.

Sunday, 8 March 2009

e todas as noites eu durmo abraçada aos teus escritos como quem se agarra à Bíblia para evocar o divino

eu clamo baixinho o teu nome e tento de forma ou outra te puxar para fora desse abismo sem fim. 

e sigo cada passo, cada linha e quando cais eu caio também e quando choras eu fico chorando junto lágrima a lágrima, suspiro a suspiro. quando te revoltas, causas rugas em minha testa também quando sentes que te esforçastes demais durante o dia, uma gota de suor escorre da minha testa.

E assim somos. Eu e tu.

Thursday, 5 March 2009

O difícil não é lidar com a saudade incessante e insistente no meu peito. O difícil é a espera por um desfecho, uma decisão. Haverá saudade ou não? Então, com a mão no coração e a cabeça jogada ao vento divago pela rua com pensamentos devagares tentando discernir os sentimentos que ora caminham para o teu lado, ora fogem de teus afagos.

Afagos que ainda não existiram e se existirão ainda é mistério. E é todo esse processo lento e complexo que vai matando pouco a pouco cada célula do meu corpo. Não é que a tua (possível) rejeição me afete. A questão maior é saber se as coisas poderão se desenvolver mesmo que no seu estágio mais simples.

Noites sem dormir pensando no que será que estás pensando, momentos de me perder imaginando como seria se alguma coisa existisse bem na hora em que eu deveria estar raciocinando Linguística e não a tua boca. Coisas assim. Faço isso? Não faço? Escrevo algo? E se entenderes tudo errado? E se der tudo certo?

O que me mata é o ciclo, não o resultado.

Tuesday, 3 March 2009

O caos

Às vezes eu sinto um vazio e toda poeira começa a se movimentar, formando então o enorme montante de poeira e solidão que se alastra dentro de mim.

Em meio ao caos, ele surgiu. Não sei de onde e nem sei se surgiu de verdade mas simplesmente apareceu. E hoje me pergunto será que ele pensa que minha alma resiste à tantos declínios e olhares pessimistas?

E respondo: resisto sim (existo, sim), porque na real, eu e ele somos iguais.