Friday, 22 April 2011

Presente/nostalgia presente

A primeira vez que adentramos a sala desarrumada, paredes brancas repletas de manchas escuras, sol lá fora. Nunca pensei.

Em volta de mim, protegendo meu círculo, havia uma cerca muito frágil, sendo que qualquer sujeito um pouco simpático - e por sujeito eu falo de qualquer pessoa - poderia penetrar no âmago do meu ser e saber de todas as coisas. Mesmo as que não interessavam.

Não sei se foi o excesso das leituras, se foi a filosofia ou a linguística, só sei que um muro foi-se apoderando daquilo que antes era lugar da cerquinha "mais ou menos". E tomou então lugar uma fortaleza. Que poder há em simples blocos de tijolos maciços!

No entanto, nessa parede alta, inabalável, quase inatingível, há sim uma porta capaz de abrir quase todo o vasto pensamento. Que não é louvável, é apenas muito realista. Algumas pessoas passaram por essa porta. E quando as vejo retornarem, para dizerem por último "adeus", é como se o muro permanecesse e a porta enfim esvaísse no dançar do vento.

1 comment:

Everton Merlin said...

Há tanto não navegava por estes mares.

Novo visu, mais alto astral, mas o suprasumo não mudou, e como é bom ler as boas linhas que escreves.


Gosto deste lugar, quando estou meio assim, coisa nenhuma.


Siga assim, tocando essa canção, que agrada a tantos olhos, essas letras que soam bem aos ouvidos.