Monday, 25 January 2010

Desconexo

estrelas afogando-se no mar
peixes asfixiando-se ao voar no céu
e na escuridão, uma luz de paisagem
explodindo no peito uma vontade de cantar

para os deuses, para os mitos, para as musas
para o mendigo, para Alah, seja quem for,
estar de peito aberto, gritar forte a todo instante
um eterno e terno suspirar
um abraço de fracos braços
que se sustentam em um doce laço
só pela doçura de amar

gotas de orvalho no asfalto
gosto de morango no ácido
plantas plásticas nos rios
é a modernidade antiga que assola
e no olhar se posta astuto
e no viver se posta irrefutável

mas sempre vem o beijo
ah! o beijo que salva!
que acelera (a respiração)
que paralisa (o coração)
que isola (alguém na multidão)

o amor é o espelho no fim da estrada
que reflete a alma já ferida
e o corpo cansado revigora
e segue assim, amando, a vida.

1 comment:

Phyhernandes said...

Não vejo pelo fator caótico. Mas pela visão da palavra rápida respondendo ainda mais rápida as imagens colocadas.
Têm nexo o desconexo! :)
Uma viagem! Adorei e uma finalização de tirar o folêgo. Puro rock´n Roll!