Monday, 14 September 2009

Esse copo é a personificação da minha carência. O resto do vinho apodrecendo junto ao vidro nada mais é do que a representação das feridas que aqui nascem, aqui ardem e aqui morrem. Morrem e permanecem bem na superfície da minha pele. Às vezes adentra e se alastra, algumas vezes cessa. Que alívio sinto. Hoje foi um dia tão estranho. Olhei-me no espelho mas eu não tinha rosto. Estava tudo branco e tudo era nebuloso. Meus olhos ardiam, como se estivessem cheios de areia da praia incrustadas ali. Está tudo nebuloso, está tudo confuso. Um dia, tudo virará sangue. Certo que vai.


ps: eu juro que um dia eu paro realmente de escrever.

1 comment:

Paulo Olmedo said...

Tirando o "certo que vai" do fim tá bom teu texto.

PS: Tu te inspirou nesse texto http://arazaodoabsurdo.blogspot.com/2009/07/vivendo-o-vinho.html né? Confessa...