Saturday, 14 March 2009

Não me deixes (parar).

teu corpo trêmulo se aproxima do meu
eis que perco a palavra, perco a razão
dobramos juntos por esquinas
em busca daquilo que se perdeu

mantemos essa comunicação silenciosa
e o ar parece ficar cada vez mais rarefeito
fazemos rimas, versos, e prosas
enquanto algo estranho arde no peito

porém o meu morrer está mais morto
toda vez que em ti poeto
poeta és tão belo no meu mundo
absorto, sofrido, caído eu quero por perto

e receosa teu redor espreito
teu olhar estudo e teu corpo desejo
e no teu sorrir perfeito
vou fazendo rima, aproveitando o ensejo

desepeço-me dessa folha branca
já que de teu ouvido não disponho para sussurrar
teu silêncio me dói, me fascina, me tranca
num vendaval de incertezas que só me faz rodar.

3 comments:

César said...

Olha, só tenho uma coisa bem singela a te dizer, tu, de fato, escreves divinamente! Parabéns!

Everton "Merlin" Soares said...

Não cortes os pulsos
Pois ainda te resta agonia
Que faz com que tenhas impulsos
De ir em frente, atrás da alegria.

E mesmo que a força seja tremenda
A não poderes suportar
Mostra tua altivez estupenda
E prova que podes superar

Ou beba, até tua vida ruir
Afoga teu ser em uma taça
Deixa a morte em tuas veias fluir
E te tornarás do predador, a mais nova caça.

Mr. Rickes said...

Lindo! A paixão grita em meio a palavras digitadas.

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