Monday, 9 March 2009

Eu bem que tentei, busquei lá do âmago de meu ser a vontade de não escrever. Que pena, que pena que não consegui, que pena sinto de mim agora. Que à duras penas risco a folha de papel em branco. Tão pura, tão receptiva e inocente. Ela me pede algo que não posso dar. Versos de amor por ti é algo que não sei versar justamente por não poder te amar!

Era uma vez teus olhos amendoados. Pude enxergar além do que esse castanho opaco me incitava, até agora não me destes nada.

Era uma vez a tua boca, eu não me atrevo a pensar provar teu mel, mas beberia cada gota do pedaço de céu que revelas e escondes por detrás de nuvens negras.

Era uma vez teu abraço que no simples espaço significava a minha parada, a paz, minha morada, o repousar dos meus cabelos, sobre o teu fadado ombro.

Era uma vez que nunca vai ser. Era uma vez que talvez seja amanhã, era uma vez que pode ser daqui há um mês. Mas tu ainda és, da noite para o dia, abaixo de triste sinfonia, tentei (tento) te esquecer.

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