Sunday, 15 February 2009

Na calada da noite, na noite calada, no silêncio das pessoas, vazio da rua, na amplitude da madrugada, acordo-me como quem sai de um sonho e saio. Saio de mim ou saio à procura de mim? Eis que já não sei mais. 

Levanto lençóis, atravesso cortinas, saio descalça pisando lentamente as pedras frias, na rua fria, com seu céu frio de nuvens igualmente frias.

E chega um ponto em que a divagação e a capacidade de viajar junto com as estrelas e diamantes me é tomada. Então eu volto à minha cama e caio absorta, despejo o corpo no colchão, a cabeça no travesseiro e sigo sonhando. Quem sabe ali, tudo passe a fazer sentido.

2 comments:

César said...

Incorrigível, "Freak always plays the game", quando diz: "[...] Na calada da noite, na noite calada [...]" Bye, Freak!

Rody Cáceres said...

òtimo...já não tento me encontrar...recentemente descobri que não devo mais tentar achar algo em mim...acredito agora que vim ao mundo para divagar pelas ruas e pelos meus loucos pensamentos...nem meus sonhos respeitam as minhas vontades...então no final só as folhas de papel sabem quem sou...sabem mais do que eu...