Monday, 31 August 2009

te amar me assusta mas não por todos os riscos triviais do amor
todos os medos, angústias, draminhas e saudades. não!
te amar me assusta porque eu não queria crer.
assim como um ateu não crê em Deus. (e passa a vê-lo!)
e hoje eu amo. e me falta tanto o que dizer, que silencio.

talvez reze mais tarde.

Sunday, 30 August 2009

Não faço nada daquilo que digo que vou fazer.
Não vejo nada daquilo que prometo ver,
Não tenho atenção no que deveria ter.

Eu sou uma fraude.

Wednesday, 26 August 2009

A historinha funcionou e migrou!

Hello pessoas que curtem esse blog!

A parada é a seguinte: após escrever dois fragmentos de coisas aleatorias (como sempre) segui escrevendo em um .doc qualquer e vi que posso levar essa história adiante. Portanto, deixarei o In The Sky apenas para minhas poesias e fragmentos de curta duração.

Essa possível história, que não sei onde vai dar, estará sendo postada dia a dia no meu blog novo, Freakie Stories.

Thanks everyone!

Ensaio sobre alguma coisa [2]

Ah, manhã. Ah, ar fresco da manhã. Levanto-me lentamente como quem quer ficar grudado na cama pra sempre. Olho-me no espelho. Barba por fazer, cabelos emaranhados. Não quero cortá-los. Não quero cuidar de mim, isso é coisa de guria.

Meu lábio superior parece ter sofrido um corte. Coisa pouca, arranhãozinho de nada. Marcinha, Marcinha... morena impagável.

Mesmo à mercê da mais vária sorte de mulheres minha boca sequer saliva. Aos 20, ah saudoso tempo, eu vivia para salivar! E degustar, e explorar cabelos, pescoços e pernas e arrepios. Sumia no dia seguinte, apanhava na rua. Soninha enfiou a mão na minha cara sem dó nem piedade e eu quieto, baixei a cabeça e segui caminhando. Soninha... gritava assim, na rua, sem medo que eu ia pagar por tudo que lhe fizera. Mas que tudo é esse? Mulheres, enfim.

Ah sim, estávamos a falar sobre a minha boca e o machucado. Tenho lábios finos mas não tão finos a ponto de não serem desejados pelas menininhas que passeiam pelo parque escutando músicas em seus ipod e o caralho a quatro que seja que chamem aquelas quinquilharias. Não sou velho. Sou um cara conservador. Conservador das coisas boas da vida. Gostava de ouvir LP, gostava quando o tempo passava mais vagarosamente. Agora? Tudo voa. Voa tanto que nem senti o corte na minha boca. Marcinha, Marcinha, o que foi que você fez?

Ensaio sobre alguma coisa

Bem, meu nome? Meu nome é... que importa meu nome? Sou mais um largado no mundo. Uma pessoa comum transitando no meio de pessoas comuns. Bem, deixe-me ver. Já passei dos 30 faz tempo e isso diz muito sobre mim, acredite. Está observando esses dois olhos aqui? Pois então. Meus olhos sempre foram assim miúdos e calados. Ninguém nunca conseguia captar o meu humor só pelo meu olhar pois sempre fora apagado demais. Nunca teve o tal do brilho. Antigamente, podia não haver o brilho mas esses olhos pequenos se encantavam com as coisas do mundo. É! Eu saía na rua e qualquer mínimo movimento do mundo, suas façanhas, os raios do sol, tudo era motivo de festa para a íris.
Hoje não... contento-me com o pesar desses olhos pequenos. Cansaram-se de enxergar coisas que pouco a pouco perderam a luz. A luz que esse olhar nunca teve.

Tuesday, 25 August 2009

O livrinho amarelinho

Quando olhei na prateleira
O livrinho amarelo do Drummond
indaguei: "haveria no mundo melhor maneira
de demonstrar todo o meu amor?"

Sob a companhia das estrelas
O livrinho comecei a folhear
Tão pequenino, em linhas igualmente pequenas
Despertou o meu inspirar

Cada palavra doce
Cada versinho meigo mereceu
Um suspiro profundo que é teu e meu
Tanto quanto o livrinho, pequeninho...

E são essas ternurinhas
O agrado para o meu amor
Nossa história tão lindinha
Nas palavras de Drummond...

Poeminha fofo e irrefutavelmente do Rafa. E ai de quem chamar de emo. ¬¬'

Monday, 24 August 2009

basta que teus olhos me ceguem
tua mão me arranque e a tua boca me consuma
o destino voraz, aturdido
passa correndo pela madrugada
exala então o sentimento uma vez perdido
no teu reflexo então encontrada

ora doce, ora faminta
não se sabe ainda o que da vida quer
ora sagaz, ora ferida
é o ser em ser
e não de quem a bem quiser

não se trata de ser bem quisto
visto
escrito
vivido

se trata de se perder
perder
doer
doer...

sofrer.

Sunday, 23 August 2009

Ora, veja bem, meu coração, ah coração, se tudo estivesse bem que bom seria. Causa-me insânia total a tua ausência que cresce exponencialmente nos segundos que se arrastam, os ponteiros do relógio sobe e descem mas o quarto de hora nunca acaba. As paredes do meu quarto nunca acabam.
Ah, que bem esse que guardas no meu peito, ah se eu pudesse conter...se eu pudesse ao menos esconder um pouquinho, só para o mundo não me enxergar direito. Mas o mundo me vê. Inteira. Completa. Cada poro, cada fio do meu cabelo e cada piscar do meu olho. O mundo vê. Porque me revelas desde a minha parte mais áurea até a mais suja. Os pensamentos mais bondosos e os mais odiosos. Não consegues ver o dark side porque tu só consegues despertar o que há de melhor e eu fico na escuridão só enquanto o relógio lentamente faz. Tic, tac.

Saturday, 22 August 2009

Entenda-se por vazio aquilo que é cheio de coisas que já não importam mais.
é lindo ver os restos do teu corpo rastejando sobre mim.

Friday, 21 August 2009

Ainda deturpada pelo brilho do imaginário tento recobrar os sentidos e colocar os dois pés no chão. Não, não é que seja de mentira ou o que for. É que sempre acaba aparecendo vez por outra o cantinho preto e branco, saca? Aquela parte de mim que não vai embora talvez porque seja tão essência de mim mesma que não, mandá-la embora é heresia. É o inferno astral da minha alminha perturbada que me puxa pra baixo sempre quando tento emergir. É o diabinho no canto esquerdo, falando mil coisas no meu ouvido. Mas o brilho, ah o brilho! O brilho do paraíso é tão mais bonito que todos os zumbidos desses seres tão repugnantes do mundo! Esqueço!
No cantinho preto e branco não havia nada que me envergonhasse ou me amedrontasse. O que existe (existia?) ali é a large amount of mistakes. Todos eles, empilhadinhos. Desde o primeiro até o que ainda não cometi. Sim, irei cometer mais um e depois outro...e outro, outro e mais outro até o dia em que eu cansar e morrer. Porque a vida é assim, não? Um amontoado de erros com doses de paraíso?

Pelo menos é assim que a minha vida se parece.


ler caio fernando me deixa assim...meio transgressora, meio paranóica meio fora de mim mesma mas tão fora de mim mesma que me encontro em cada linha devaneante. impressionante, cara.

Wednesday, 19 August 2009

...

E aqui, agora, enquanto caem os pingos esparsos da chuva que se esvai até encontrar o amanhecer, sim, me faria muito feliz acariciar a tua face em vez de correr meus dedos sobre as páginas amareladas de um livro. Sentir pesar o teu pesar, engolir de uma só vez o teu suspirar. Seria injusto dizer que pouco me contenta porque até o nosso silêncio para mim é tudo.
Escrevo na ânsia que as horas apressem-se para buscar o sol porque amanhã é dia. Dia de ver, tocar, amar, um amor tão puro e denso que só ao tentar descrevê-lo pecaria pela falta de justiça a tudo o que sinto.
E a madrugada me leva com pensamentos que há muito são teus e pela eternidade prometida em outros versos para sempre teus serão. A chuva já foi, o vazio se transpôs, recobro a calma. Agora durmo, para esperar o dia.

escrito no dia 17 de agosto durante uma chuva do caramba.
...e olhá-lho jamais poderia ser considerado algo ordinário, simples, algo que se faz todo dia como quem vira a cabeça pro lado e olha para a janela meio que com vontade de fechar os olhos novamente e dormir.
Contemplá-lo, não. Não era assim.

Era tarefa altamente metodológica que exigia atenção e fôlego por parte daquela que se via cada vez mais perdida nos detalhes do corpo daquele que virara rei da noite para o dia.

Era o jeito de franzir a testa, a concentração, lábios que se apertam diante da palavra tal tal tal. Mãos em mãos, apertos, suspiros que se esvaem na noite silenciosa, risos com a entonação que ela já sabe corresponder à certa fisionomia esteja ela enxergando-o de fato ou não.

...e continua? maybe.

Tuesday, 18 August 2009

às vezes procuro as palavras mas elas somem do meu alcance. são tantas todas elas que eu me perco, me confundo. sei que minhas rimas são fracas e pobres. amor rimando com dor, paixão rimando com coração, felicidade rimando com saudade.
mas a verdade de tudo isso é que qualquer palavra que eu escolhesse para descrever o que sinto seria profanar esse sentimento que há muito não me invadia. e eu nem sabia mais como era ser invadida, devastada. não sabia como era pisar nas nuvens sem cair. não sabia como era entrar no mar sem ser engolida pelos tubarões. falar do que sinto agora? não posso rimar, não posso escrever, tudo me falta pra explicar.
que seja doce...que seja meloso, que seja idiota que seja até ridículo. só não posso parar.

Monday, 17 August 2009

pingos esparsos, formando-se sutilmente na janela. a névoa encobre o lado de fora enquanto por dentro, a alma assenta.

Friday, 14 August 2009

e isso há de se estranhar
"olha como ela é doce, quando está a observá-lo..."
era cena impensável afinal demorou
sofreu, chorou, gritou e no peito uma dor quase explodiu
enfim, ele chegou.

ps: podem me chamar de emo à vontade mas essa minha fase doce está a coisa mais gostosa no sentido mais amplo da palavra. literal.

Wednesday, 12 August 2009

e eu te amo bem como as pessoas dizem que o amor é.

angustiante, ânsia no peito, saudade que não cessa. eu tinha até esquecido como era essa coisa toda. mas te amo, infinitamente tanto que não cabe mais aqui dentro.

Saturday, 8 August 2009

Jamais a eternidade
Com os fardos do fracasso
Nos ombros pesados
Nada do clichê
Do pra sempre eu e você

Eternidade real
Eternidade palpável
Sentível e possível
Eternidade além
Das linhas do invisível

Que visita sonhos
Que se configura nos gestos
Amor que cura meus prantos

E o meu amor por ti será eterno
Não, não a eternidade incerta
Eternidade de cem anos à frente
Que morre na incerteza do tempo inexistente

Meu amor eterno é teu
Aqui agora
No minuto que passou
No segundo que nasceu

Pois do ontem já nem lembro
E o amanhã nada me mostra
Sei que hoje estás aqui presente
E talvez até depois de setembro


to be continued...
Sinto um frio ímpar na espinha quando teu olhar atravessa o meu olhar. E o mais estranho é que penso no mundo e logo concluo: ao teu lado, o mundo some.