Friday, 25 September 2009

Sinto-me mais morta do que viva nessa manhã gélida de terça. As esferas do meu pensamento desalentado e sem sentido começam a surgir no teto e as escoriações começam a ficar mais evidentes. A morte sempre pareceu-me mais interessante porque da vida, tudo sei. Sei que nada é para sempre, sei que a gente ama e sofre, sei que tudo nasce e morre o tempo inteiro. Seja o amor, seja amor, seja o que for. Tudo vai. E depois que as coisas morrem, elas simplesmente são. Daí, sofrer não há mais.

Monday, 21 September 2009

não sei se ele é o meu ar ou a falta de. só sei que é vital.

Monday, 14 September 2009

Esse copo é a personificação da minha carência. O resto do vinho apodrecendo junto ao vidro nada mais é do que a representação das feridas que aqui nascem, aqui ardem e aqui morrem. Morrem e permanecem bem na superfície da minha pele. Às vezes adentra e se alastra, algumas vezes cessa. Que alívio sinto. Hoje foi um dia tão estranho. Olhei-me no espelho mas eu não tinha rosto. Estava tudo branco e tudo era nebuloso. Meus olhos ardiam, como se estivessem cheios de areia da praia incrustadas ali. Está tudo nebuloso, está tudo confuso. Um dia, tudo virará sangue. Certo que vai.


ps: eu juro que um dia eu paro realmente de escrever.

Saturday, 12 September 2009

A time to think

venho aqui neste blog para informar que as postagens serão suspensas por um tempo.

ando meio anti-literária.

Tuesday, 8 September 2009

eu tenho a mim no espelho
tenho a ti no travesseiro
é quando lanço o pensamento ao longe
a distância entre nós, sempre relativa
sempre ínfima, reduzida
às vezes meu olhar se cala
porque intimida-se demais com teu fitar ousado
é ruim me ver tão desprotegida
tão entregue ao caos
é difícil me enxergar no teu olhar
é difícil tremer e tentar continuar
com um medo que só quem sabe, sente