Monday, 25 May 2009
Não é fácil escrever quando a tua face nebulosa prende-se aos meus dedos e não me deixa fluir no único espaço que consigo. O fundo preto.
Thursday, 21 May 2009
Divagar se vai (cai) ao (um) anjo.
Wednesday, 20 May 2009
Série (reais)
e as vozes não param
escravizaram-me
é olhar pra lá
e sentir que talvez
é temer o que há
as almas, o que se fez e desfez
as vozes. it won't stop.
escravizaram-me
é olhar pra lá
e sentir que talvez
é temer o que há
as almas, o que se fez e desfez
as vozes. it won't stop.
Tuesday, 19 May 2009
já contei todas as histórias daquela que tinha outra por dentro.
não era melhor nem pior. tá, poderia ser um pouco menos racional. mas vivia, era feliz com as falsas ilusões ou com as esperanças infundadas.
no que fundamenta-se esta agora? no caos? no vazio? nas interrogações. é uma afirmativa.
(reais)
e ainda escuto essas vozes
não quero saber, não quero escutar
isso não é meu, não é pra mim
um dia temo o lado de lá
não quero saber, não quero escutar
isso não é meu, não é pra mim
um dia temo o lado de lá
Monday, 18 May 2009
...quando eu passo na rua e as pessoas passam por mim...
...eu tenho as feridas do mundo...
...o choro...
(de quem é esquecido, abandonado)
...o grito...
(dos que silenciam, em seus pedaços de panos frios)
...o anseio...
(de quem tem pouco e amanhã terá menos ainda)
...o aperto...
(os grandes esmagam os menores e assim sucessivamente over and over)
...a falta...
(de dinheiro, de esperança, de tudo o que é essencial e superficial)
Wednesday, 13 May 2009
Não entendo, juro que não. Amor.
Teu corpo me causa estranheza, em alguns momentos até certo pesar nos ombros. Ainda assim, é o corpo teu, corpo meu, o nosso que resolvemos dividir por uma certa lacuna de tempo. Me perguntas aonde estamos indo. E eu saberia responder? Não sei o que fazes aqui, amarrado no meu pulso, criando metáforas para a nossa relação única e exclusivamente poética, simbiose, criação através de respostas às perguntas nunca feitas.
És amor?
Teu corpo me causa estranheza, em alguns momentos até certo pesar nos ombros. Ainda assim, é o corpo teu, corpo meu, o nosso que resolvemos dividir por uma certa lacuna de tempo. Me perguntas aonde estamos indo. E eu saberia responder? Não sei o que fazes aqui, amarrado no meu pulso, criando metáforas para a nossa relação única e exclusivamente poética, simbiose, criação através de respostas às perguntas nunca feitas.
És amor?
Monday, 11 May 2009
a tua ausência presente
poetas minha ausência
como se desconhecesses o peso que me causas
da hora que acordo até o momento de dormir
no meio da explosão ou de um naufrágio
te sentes sempre derrotado
de coração desesperado
nada tenho além das tuas letras que invadem minha íris
minha mente ainda repousa em devaneio constante
o teu toque
o teu olhar
o teu sorriso tímido em um olá
tudo isso permanece
mesmo que a esperança que já era pouca
hoje tenha morrido, virado pó
mas de certa forma me resgatas
e sinto-me pouco menos só.
ah, que dó.
como se desconhecesses o peso que me causas
da hora que acordo até o momento de dormir
no meio da explosão ou de um naufrágio
te sentes sempre derrotado
de coração desesperado
nada tenho além das tuas letras que invadem minha íris
minha mente ainda repousa em devaneio constante
o teu toque
o teu olhar
o teu sorriso tímido em um olá
tudo isso permanece
mesmo que a esperança que já era pouca
hoje tenha morrido, virado pó
mas de certa forma me resgatas
e sinto-me pouco menos só.
ah, que dó.
Saturday, 9 May 2009
Dark side
Esse é apenas um pequeno relato do quão duras as coisas podem ser nessa vida. É injusto que o intocado, o impossível seja o mais conflitante, o que mais grita em nossos ouvidos. Aquilo que mais pesa sobre nossos ombros.
A manhã nunca me atraiu e ainda não me atrai. Dizem que ser feliz é bom. Porque sendo feliz, ficamos felizes. Mas afinal quem sou, se nem uma gota de alegria reconheço? Nem no oceano, tampouco em um conta gotas.
É sempre a noite e sempre será a noite, tantas e tantas vezes mencionadas aqui e continuará sendo mencionada até que a escuridão decida seu cessar mas não, a escuridão nunca fica parada. Ela se move, é autêntica, dinâmica. Ela te envolve. E te dissolve tanto que te faz escrever.
Monday, 4 May 2009
Ao passo que devanesço e penso que morro, brilho e insisto. Existo.
Sigo em constante confusão aqui dentro de mim. Balbuciando algumas palavras que penso em te dizer ou formulando textos que eu possa te enviar por carta ou sinal de fumaça. A questão é que tudo se confude e se revira dentro de mim. Já não sei mais onde termina o eu e começa o você. Simplesmente não sei. Tua linha, antes tênue, agora invade. E como livrarei-me disso? Será que anseio por um dia livrar-me? Não sei...sigo livre, sozinha para caminhar.
Ao passo que caminhamos sozinhos vemos a necessidade incansável de dar nossos largos passos juntos, para a vida, para sempre. Será o sempre todo sempre assim eterno? Não sabemos. E nem queremos.
Mas acordei hoje com aquela impressão. Aquela impressão de que só terei minha vida completa se colocar meus braços em volta do teu corpo e apertar forte. Logo pensarás "ela gosta de mim". Sim, eu gosto sim. E tudo ficará tão bem, tão bem, que poderás me dizer adeus que nem derramarei uma lágrima pela perda.
todas as noites, cada noite única, depois das ondas, conversamos. debatemos o sentido pelo qual estamos ali, novamente, sentados de frente para o mar. pensamos que é dispensável falar o motivo que nos atrai mas ainda assim falamos. e deixamos bem claro: nada sentimos. não, eu? nada sinto por ti. tu por mim também não o fazes. então por que não conseguimos parar de prestar contas conosco? ligas e se não atendo, te aviso o motivo. te ligo, se não atendes, me consolas mais tarde com um beijo amigo na testa. por que precisamos o tempo inteiro dizer que não nos amamos se já era para estar claríssimo como água que nada sentimos? será?
Friday, 1 May 2009
e eu sinto tua falta, meu atrás do horizonte, meu pedaço faltante. é, éramos um belo parzinho e de mãos dadas seguíamos pela rua tão perfeitosos, um para o outro daqui até a eternidade. e tudo em nossos coraçõezinhos ficou diminuto. nunca entendemos o adeus e nunca buscamos entender mas a real é que quando eu atravesso a rua, que falta faz a tua mão. pois sabes que não sei atravessar a rua direito, sim, ainda tenho medo. e as borboletas não param de me incomodar. faz parar?
Summertime.
É com pesar que levanto minhas pálpebras em decorrência da luz do sol entrando sorrateiramente pelos furinhos da janela. Olho-me refletida em teu espelho partido. É repugnante, é nauseante o que sinto sobre mim mesma. Ali, novamente na tua cama. Puro sexo. Casual, bestial, irracional. Tão assim sem amor, sem carinho, sem rancor. Tudo por nada.
You're gonna spread your wings, child,
And take, take to the sky,
Lord, the sky."
Pego as peças jogadas no chão e saio porta a fora antes que sequer tenhas a capacidade de formar uma frase inteira para me perguntar qualquer coisa que seja. Não quero objeções, não, não naquela situação. Me expulso do teu quarto como uma Eva saindo do paraíso depois de morder a maçã.
As ruas estão cheias de gente correndo, mas estão nuas como eu me sinto nua quando saio tão abruptamente, é como se o mundo inteiro lesse na minha testa as coisas que fizemos, o que (mal) falamos, os nossos instintos nos guiando e eu juro a mim mesma que nunca voltarei a ti.
A noite da próxima semana chega, assim sem cerimônia alguma, arrebatando o coração, os sentidos e lá estamos nós novamente rolando nos teus lençóis, sujos lençóis de uma relação tão limpa que dá para enxergar o que se tem por detrás dela.
Sinto medo das consequências de tanto girar, girar, girar em torno desse centro tão nosso ainda que não saibamos descrever. Tu, pensando nela e eu pensando nele e eu e tu juntos.
A vida, é de certo a coisa mais complicada que existe. Só me resta cantar...
"One of these mornings
You're gonna rise, rise up singing,You're gonna spread your wings, child,
And take, take to the sky,
Lord, the sky."
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