Hoje o dia esqueceu de acordar...os fatos deixaram de ser fatos. Tudo estava encoberto por uma cerração terrível. Inclusive aqui dentro de mim. Tudo incoberto, tudo incompleto...incapaz, incompetente, infame, infeliz. Tudo infantil. Tudo tão inútil. Tento me segurar nas coisas que ainda parecem fazer algum sentido (por enquanto fazem) mas ahh...as coisas. Essas coisas nunca somem. Elas saem pela porta sem dizer pra onde vão mas deixam sim um buraco no coração. E essa coisa que saiu correndo vai voltar, pois ela sempre volta. Em todo e qualquer caso, essa coisa volta correndo e nos atropela. Então, ficamos estatelados no chão com nossas escoriações, nossos hematomas pra cuidar.
Péssima.
Thursday, 31 July 2008
Tuesday, 29 July 2008
Tuesday, 22 July 2008
A long time ago...
Talvez se não fossem tantas crises, tantos papos, tanto msn, eu nunca teria pensado que todas as idéias malucas que saem da minha cabeça são coisas interessantes de serem lidas.
Segue abaixo o link da matéria do Jornal Agora, de 2 anos atrás...daí por diante eu e o Le nos tornamos pessoas super famosas! ahsiahsiasa
http://www.jornalagora.com.br/site/index.php?caderno=51¬icia=22957
Segue abaixo o link da matéria do Jornal Agora, de 2 anos atrás...daí por diante eu e o Le nos tornamos pessoas super famosas! ahsiahsiasa
http://www.jornalagora.com.br/site/index.php?caderno=51¬icia=22957
Saturday, 19 July 2008
8 things to do before you die!
Eu particularmente não gosto de correntes, ou coisas que a gente tenha que passar adiante, mas essa causa eu vou "abraçar" porque muito me serviu "enquanto ser humano"! Não é do tipo que te dá 10 anos de azar ou te diz que "algo muito ruim vai acontecer nas próximas horas".
Well...eis que o Leonardo me deu essa missão (na realidade ele tinha que encontrar amigos para passar a missão ahsiashiahs).
Vou apresentar as regras e depois tento explicar do que se trata.
Seguem as regras:
1. Escrever uma lista com 8 coisas que sonhamos fazer antes de morrer;
2. Convidar 8 parceiros(as) de blogs amigos para responder também;
3. Comentar no blog de quem nos convidou;
4. Comentar no blog dos nossos(as) convidados(as), para que saibam da “intimação”;
5. Mencionar as regras.
Bom, acho que nem resta muito o que explicar. Enumere as 8 coisas que você tem que fazer antes de morrer. Parece fácil, mas fiquem sabendo que pensei um monte nisso hoje enquanto estava no ônibus! O pior de tudo não é nem isso...é que eu me vi numa situação na qual eu não sei mais separar os desejos das conseqüências da vida...tá, vou explicar. Tem coisas na vida da gente que não se tratam apenas de desejos e sim de metas que traçamos e fazemos algo para que elas se realizem. Nessa listinha das 8 coisas afudês to do before I die, procurei inserir uns troços que não se tratassem tanto de metas mas sim de desejos, coisinhas, talvez coisinhas bobas que eu quero que se realizem. Lá vai. E não necessariamente nessa ordem.
1- Ter uma biblioteca na minha casa
2- Publicar meu livro
3- Visitar Nova Iorque quando estiver nevando ou qualquer outro lugar onde caiam floquinhos de neve. Quero passar frio. Frio de verdade! ahsiahsiashia
4- Aprender a tocar guitarra
5- Aprender a falar alemão e francês
6- Tomar mais uns porres (inúmeros!) antes de ficar velha o suficiente a ponto de se tornar ridículo tomar um porre :P
7- Concluir a graduação, o mestrado, o doutorado, o pós doutorado, o pós do pós dos cambal a quatro... (pensei que isso poderia estar na categoria "metas" mas whatever)
8- Mudar (pra melhor) a vida de pelo menos uma pessoa que não seja da minha família, amigo, nada. Sei lá, trabalho voluntário, ajuda aos pobres e necessitados, às crianças do CAIC... hehehehe
Eu achei particularmente essa minha listinha meio assim...mas são coisas que volta e meia eu acabo pensando. Principalmente o lance de ter uma biblioteca em casa...nossa. Já comecei hoje! Comprei um livro do Caio Fernando Abreu, O ovo apunhalado. Amo esse cara!
Agora eu tenho que intimar 8 colegas blogueiros...vamos ver onde isso vai parar!
:D
Well...eis que o Leonardo me deu essa missão (na realidade ele tinha que encontrar amigos para passar a missão ahsiashiahs).
Vou apresentar as regras e depois tento explicar do que se trata.
Seguem as regras:
1. Escrever uma lista com 8 coisas que sonhamos fazer antes de morrer;
2. Convidar 8 parceiros(as) de blogs amigos para responder também;
3. Comentar no blog de quem nos convidou;
4. Comentar no blog dos nossos(as) convidados(as), para que saibam da “intimação”;
5. Mencionar as regras.
Bom, acho que nem resta muito o que explicar. Enumere as 8 coisas que você tem que fazer antes de morrer. Parece fácil, mas fiquem sabendo que pensei um monte nisso hoje enquanto estava no ônibus! O pior de tudo não é nem isso...é que eu me vi numa situação na qual eu não sei mais separar os desejos das conseqüências da vida...tá, vou explicar. Tem coisas na vida da gente que não se tratam apenas de desejos e sim de metas que traçamos e fazemos algo para que elas se realizem. Nessa listinha das 8 coisas afudês to do before I die, procurei inserir uns troços que não se tratassem tanto de metas mas sim de desejos, coisinhas, talvez coisinhas bobas que eu quero que se realizem. Lá vai. E não necessariamente nessa ordem.
1- Ter uma biblioteca na minha casa
2- Publicar meu livro
3- Visitar Nova Iorque quando estiver nevando ou qualquer outro lugar onde caiam floquinhos de neve. Quero passar frio. Frio de verdade! ahsiahsiashia
4- Aprender a tocar guitarra
5- Aprender a falar alemão e francês
6- Tomar mais uns porres (inúmeros!) antes de ficar velha o suficiente a ponto de se tornar ridículo tomar um porre :P
7- Concluir a graduação, o mestrado, o doutorado, o pós doutorado, o pós do pós dos cambal a quatro... (pensei que isso poderia estar na categoria "metas" mas whatever)
8- Mudar (pra melhor) a vida de pelo menos uma pessoa que não seja da minha família, amigo, nada. Sei lá, trabalho voluntário, ajuda aos pobres e necessitados, às crianças do CAIC... hehehehe
Eu achei particularmente essa minha listinha meio assim...mas são coisas que volta e meia eu acabo pensando. Principalmente o lance de ter uma biblioteca em casa...nossa. Já comecei hoje! Comprei um livro do Caio Fernando Abreu, O ovo apunhalado. Amo esse cara!
Agora eu tenho que intimar 8 colegas blogueiros...vamos ver onde isso vai parar!
:D
Tuesday, 15 July 2008
Um comentário que virou...
O amor é um troço...é como se fosse...é como se você quisesse...é aquela vontade de...aí vem aquele vazio...mas aí tu pensas que pode ser...aí tu te vê sorrindo e...
O amor é esse monte de reticências que queremos...
It´s so hard to love when you know how it goes...
O amor é esse monte de reticências que queremos...
It´s so hard to love when you know how it goes...
Sunday, 13 July 2008
E a vida é...
Amigos, férias, pouquer night´s, vinho, vinho + coca-cola, filosofias, música, livros, música, Caio Fernando Abreu, música, mensagens, emails, saudade.
Thursday, 10 July 2008
Vinho tinto seco
Eu preciso te dizer que...bah, isso não era pra estar acontecendo. Tá, eu sei que a gente só se separa de alguém quando quer, porque quando tá fim de viver junto com aquela pessoa a gente vive. E não só quando é amor de amor, mas quando é amor de amizade também.
Tu és o que eu queria ser e às vezes eu acho que sou o que tu querias ser. E por que essa aproximação relâmpago, já vais embora, por que? Por quê?
Jogávamos todas as nossas risadas na taça de vinho tinto seco, que eu nunca gostei, mas tu dissestes pra mim que toda mulher solteira (ou que pelo menos viva sozinha) tem que aprender a gostar do vinho tinto seco porque o suave acaba repunando a gente com o tempo. Tá, até comecei a tomar o vinho tinto seco achando bom. Mesmo fazendo careta depois de cada gole.
E tu gostas de solos de guitarra, gostas das mesmas loucuras e por vezes é tão igual a mim que assusta. A gente via filme conversando sem se importar, porque duas criaturas como nós só poderia dar nisso: diálogos longos durante o filme, sem o menor problema. Afinal ouvir e falar são duas coisas que podem ser separadas e eu posso muito bem escutar o filme e escutar você sem nenhum problema e falar do que vi no filme e falar do que você falou.
Tu bem que me achou estranha naquele dia que fui dormir lá. É eu tava estranha em relação àquele assunto. É que é foda e tu sabes bem disso minha amiga...o cara tá longe. Muito longe. O dia em que 5000 km deixar de ser longe eu vou poder dizer que a situação não tá foda. Claro que tá. Claro que me machuca tantas vezes. Porém, mais me faz feliz do que triste.
E o teus casinhos hein? Em boa hora. É legal sair com uns caras aleatórios de vez em quando, despretensiosa, sem vontade ou sem oportunidade de se apaixonar. Mas eu sei que choras desesperadamente depois que ele vai embora e te deixa ali jogada na cama como quem passou por um tsunami. É foda amiga...é foda. E vai ser mais foda ainda sem ti. Tá, que a nossa distância é bem menor, mas porra...60 km...é pouco mas já to cansada dessa história de viver tão longe das pessoas que amo. É, eu te amo minha amiga. Não, não tem nada a ver com o lado gay da coisa. Tu és linda, inteligente, maravilhosa e engraçada mas eu não te namoraria por questões óbvias. Nem sei por que falo nisso, bom é preciso dizer né, pois sabe como as coisas são. Os escritores sempre correm o risco de serem mal compreendidos, um texto tem mil formas de interpretação desde que possam ser comprovados com passagens do texto e todas aquelas coisas que aprendemos nas aulas de Produção Textual. Eu sei que sempre acabo delirando e falando mais na faculdade do que em qualquer coisa mas ainda assim tu me entendes porque és tão apaixonada pelo curso quanto eu. Mas deixa. Ano que vem você é quem vai ignorar alguma colega que chegue atrasada te dizendo que não gosta de mitologia. Caraca eu não gosto mesmo de Mitologia, é muito nome, ta de repente uma coisa lá que outra eu goste mas não é sempre. Só que mesmo assim eu queria prestar atenção naquilo tudo.
Eu não quero te dizer adeus nunca porque é como se tu fosses uma versão melhorada de mim. Porque eu sempre achei que com 26 anos seria independente, nossa, é essa a visão que a gente faz quando é criança. Depois dos 20 estar longe de casa, visitando os pais no domingo e só. Só isso. Nada mais.
Ao contrário disso, to aqui com os meus 26 anos que não conseguem ser revelados nem no rosto, nem no jeito porque All Star é coisa de adolescente mas não é que eu ainda pense como adolescente é simplesmente o meu jeito e é assim e foda-se. E todas as noites me culpo e me absolvo por meia dúzia de coisas. Penso na minha família, ah bobagem, penso nada. Não penso em nada. Assisto episódio de séries sobre assassinos, comendo bolachas e tomando leite com Nescau. Aí apago a tevê com um sono que transcende. Penso nele. Penso muito nele. E acho que enxergas ele quando me vês e perguntas “como vai o amor?”
É, o amor só vai...e tu aí, vivendo um troço afudê. Me faz feliz saber que tá todo mundo bem. Todas as minhas melhores amigas estão super bem quando o assunto é amor. E parando pra pensar até eu tô bem, porque tu sabes né, incansavelmente repetimos e rimos quando falamos “dois postais, dois postais”, tu fica ironizando me chamando de “tesãozinho” mas sabes que isso é só ele quem pode fazer. E a gente ri. E bebemos mais uns goles de vinho tinto seco e reparamos que já estamos com as maçãs do rosto vermelhas então não resta mais nada além de cantar todas as músicas do Evanescence e enlouquecer a vizinhança.
É claro que eu vou querer sair contigo, conversar, tomar chimarrão e te contar tudo da minha vida. Porque enquanto tu cortavas as abóboras (de um jeito que só mulheres desajeitadas sabem, eu também tenho esse jeito, tenho medo de me cortar ao cortar a abóbora) eu te falei que existem pessoas que a gente sempre tem o que falar e sempre se sente à vontade pra falar de tudo. E eu sinto. Porque tu até me dissestes que eu tinha que aprender a cantar as músicas da Shakira porque a gente precisava cantar aquilo tudo que tinha muito a ver com a nossa alma feminina.
Mas e agora? Vens essa semana e já te vais, não dá tempo, simplesmente não dá. Me conta como que vai ser o esquema por lá. Mesma barbadinha que tava aqui? O horário tinha ficado show. Eu fico feliz que tenha te ajudado a “resolver a tua vida” como a gente brincava. Agora tá faltando tu resolveres a minha. O que é que eu faço hein? Me diz. Claro que eu amo ele, que pergunta bem absurda mas aí que tá, como que vou suportar essa saudade do que ainda não vivi se tu não vais estar aqui pra gente passear pelos corredores do supermercado e falar da vida? Será que eu vou conseguir suportar tudo isso sozinha? Será que eu reaprendi a precisar das pessoas? Eu já não sei de mais nada. Quem é que vai me emprestar os livros do Caio agora? Tô terminando de ler o Fragmentos...é tri bom. E tem umas partes que tu sublinhastes e eu pensei que era bem coisa tua mesmo.
Na real eu acho afudê que estejas indo pra tua casa. Não casa de espaço físico, mas casa do espaço que te pertence e te faz sentir viva. Essa é a melhor sensação de toda a vida. E um dia vamos nos encontrar, vários dias vamos nos encontrar pra falar do o –que-você-tem-feito-que-lindo-o-teu-cabelo-aiii-que-saudade-
que-eu-tava-de-ti!
Te ouvir falar dos teus amorzinhos e eu vou te falar do meu amor e que tá tudo bem, que ele é bem mais do que eu pensava.
Ainda conversaremos muito e beberemos todos os vinhos tintos secos. Tu, dançando Crazy e eu afogando as lágrimas no livro do Caio. Eu e tu de frente pro espelho mergulhadas num destino que a gente desconhece.
Tu és o que eu queria ser e às vezes eu acho que sou o que tu querias ser. E por que essa aproximação relâmpago, já vais embora, por que? Por quê?
Jogávamos todas as nossas risadas na taça de vinho tinto seco, que eu nunca gostei, mas tu dissestes pra mim que toda mulher solteira (ou que pelo menos viva sozinha) tem que aprender a gostar do vinho tinto seco porque o suave acaba repunando a gente com o tempo. Tá, até comecei a tomar o vinho tinto seco achando bom. Mesmo fazendo careta depois de cada gole.
E tu gostas de solos de guitarra, gostas das mesmas loucuras e por vezes é tão igual a mim que assusta. A gente via filme conversando sem se importar, porque duas criaturas como nós só poderia dar nisso: diálogos longos durante o filme, sem o menor problema. Afinal ouvir e falar são duas coisas que podem ser separadas e eu posso muito bem escutar o filme e escutar você sem nenhum problema e falar do que vi no filme e falar do que você falou.
Tu bem que me achou estranha naquele dia que fui dormir lá. É eu tava estranha em relação àquele assunto. É que é foda e tu sabes bem disso minha amiga...o cara tá longe. Muito longe. O dia em que 5000 km deixar de ser longe eu vou poder dizer que a situação não tá foda. Claro que tá. Claro que me machuca tantas vezes. Porém, mais me faz feliz do que triste.
E o teus casinhos hein? Em boa hora. É legal sair com uns caras aleatórios de vez em quando, despretensiosa, sem vontade ou sem oportunidade de se apaixonar. Mas eu sei que choras desesperadamente depois que ele vai embora e te deixa ali jogada na cama como quem passou por um tsunami. É foda amiga...é foda. E vai ser mais foda ainda sem ti. Tá, que a nossa distância é bem menor, mas porra...60 km...é pouco mas já to cansada dessa história de viver tão longe das pessoas que amo. É, eu te amo minha amiga. Não, não tem nada a ver com o lado gay da coisa. Tu és linda, inteligente, maravilhosa e engraçada mas eu não te namoraria por questões óbvias. Nem sei por que falo nisso, bom é preciso dizer né, pois sabe como as coisas são. Os escritores sempre correm o risco de serem mal compreendidos, um texto tem mil formas de interpretação desde que possam ser comprovados com passagens do texto e todas aquelas coisas que aprendemos nas aulas de Produção Textual. Eu sei que sempre acabo delirando e falando mais na faculdade do que em qualquer coisa mas ainda assim tu me entendes porque és tão apaixonada pelo curso quanto eu. Mas deixa. Ano que vem você é quem vai ignorar alguma colega que chegue atrasada te dizendo que não gosta de mitologia. Caraca eu não gosto mesmo de Mitologia, é muito nome, ta de repente uma coisa lá que outra eu goste mas não é sempre. Só que mesmo assim eu queria prestar atenção naquilo tudo.
Eu não quero te dizer adeus nunca porque é como se tu fosses uma versão melhorada de mim. Porque eu sempre achei que com 26 anos seria independente, nossa, é essa a visão que a gente faz quando é criança. Depois dos 20 estar longe de casa, visitando os pais no domingo e só. Só isso. Nada mais.
Ao contrário disso, to aqui com os meus 26 anos que não conseguem ser revelados nem no rosto, nem no jeito porque All Star é coisa de adolescente mas não é que eu ainda pense como adolescente é simplesmente o meu jeito e é assim e foda-se. E todas as noites me culpo e me absolvo por meia dúzia de coisas. Penso na minha família, ah bobagem, penso nada. Não penso em nada. Assisto episódio de séries sobre assassinos, comendo bolachas e tomando leite com Nescau. Aí apago a tevê com um sono que transcende. Penso nele. Penso muito nele. E acho que enxergas ele quando me vês e perguntas “como vai o amor?”
É, o amor só vai...e tu aí, vivendo um troço afudê. Me faz feliz saber que tá todo mundo bem. Todas as minhas melhores amigas estão super bem quando o assunto é amor. E parando pra pensar até eu tô bem, porque tu sabes né, incansavelmente repetimos e rimos quando falamos “dois postais, dois postais”, tu fica ironizando me chamando de “tesãozinho” mas sabes que isso é só ele quem pode fazer. E a gente ri. E bebemos mais uns goles de vinho tinto seco e reparamos que já estamos com as maçãs do rosto vermelhas então não resta mais nada além de cantar todas as músicas do Evanescence e enlouquecer a vizinhança.
É claro que eu vou querer sair contigo, conversar, tomar chimarrão e te contar tudo da minha vida. Porque enquanto tu cortavas as abóboras (de um jeito que só mulheres desajeitadas sabem, eu também tenho esse jeito, tenho medo de me cortar ao cortar a abóbora) eu te falei que existem pessoas que a gente sempre tem o que falar e sempre se sente à vontade pra falar de tudo. E eu sinto. Porque tu até me dissestes que eu tinha que aprender a cantar as músicas da Shakira porque a gente precisava cantar aquilo tudo que tinha muito a ver com a nossa alma feminina.
Mas e agora? Vens essa semana e já te vais, não dá tempo, simplesmente não dá. Me conta como que vai ser o esquema por lá. Mesma barbadinha que tava aqui? O horário tinha ficado show. Eu fico feliz que tenha te ajudado a “resolver a tua vida” como a gente brincava. Agora tá faltando tu resolveres a minha. O que é que eu faço hein? Me diz. Claro que eu amo ele, que pergunta bem absurda mas aí que tá, como que vou suportar essa saudade do que ainda não vivi se tu não vais estar aqui pra gente passear pelos corredores do supermercado e falar da vida? Será que eu vou conseguir suportar tudo isso sozinha? Será que eu reaprendi a precisar das pessoas? Eu já não sei de mais nada. Quem é que vai me emprestar os livros do Caio agora? Tô terminando de ler o Fragmentos...é tri bom. E tem umas partes que tu sublinhastes e eu pensei que era bem coisa tua mesmo.
Na real eu acho afudê que estejas indo pra tua casa. Não casa de espaço físico, mas casa do espaço que te pertence e te faz sentir viva. Essa é a melhor sensação de toda a vida. E um dia vamos nos encontrar, vários dias vamos nos encontrar pra falar do o –que-você-tem-feito-que-lindo-o-teu-cabelo-aiii-que-saudade-
que-eu-tava-de-ti!
Te ouvir falar dos teus amorzinhos e eu vou te falar do meu amor e que tá tudo bem, que ele é bem mais do que eu pensava.
Ainda conversaremos muito e beberemos todos os vinhos tintos secos. Tu, dançando Crazy e eu afogando as lágrimas no livro do Caio. Eu e tu de frente pro espelho mergulhadas num destino que a gente desconhece.
Tuesday, 8 July 2008
Enfim, trevas...
Sei lá...tô aqui escutando um Pink Floyd. Tô tri bem mas fiquei refletindo muito sobre uma conversa via msn e via Orkut que tive com um amigo meu cujo nome não preciso comentar, só posso afirmar que é um grande amigo. E ele anda beeem depre. Achando que a vida não vale a pena, sentindo o peso da solidão.
Aí que comecei a pensar nisso. O quanto estar com alguém é importante pra gente mesmo que digamos que não. Que tá tudo bem e que "eu me amo, eu me amo". Eu nunca havia o visto em tamanha depressão. Nunca mesmo. E olha que antigamente era eu quem batia na janelinha emiéssiênica dele pra pedir conselhos e dizer que a vida tava uma droga e que se a vida não melhorasse em 10 segundos eu ia me atirar do nono andar do prédio mais próximo. Pelo menos um prédio que tivesse pelo menos 10 andares...a solidão destrói mas nem sempre ela está sozinha. Geralmente a solidão está no que tá cheio. Lugares cheios de pessoas, pessoas cheias de vida, vidas cheias de coisas, coisas cheias de sentido, sentimentos cheios de...sentimentos. O que é necessário pra que possamos nos sentir vivos? Não sei. Fica difícil dar-lhe conselhos uma vez que há muito não toco sequer na metade do poço. Porém, uma coisa é inegável: chegar ao fundo do poço é essencial para percebermos o quanto não queremos estar lá.
O que será que buscamos em outra pessoa que não podemos ter sozinhos? Essa sempre foi uma indagação minha. Sei lá. Sempre pensei que tava procurando alguém que me protegesse, sei lá, me desse um pouco de carinho ou os cambal. Depois que chutei o balde e resolvi desfazer todos os conceitos que eu tinha sobre tudo é que me apareceu o que tenho por certo hoje. E é impressionante como veio pra quebrar tudo o que eu pensava antes. Sobre amor, sobre destino, sobre pessoas...foi como um tapa na cara. Foi como um nunca duvide do que pode acontecer.
Eu disse para o meu amigo...a tua menina tá por aí, vai caminhando que uma hora tu olha pro lado e encontra ela. Ele, impaciente, fica muito de cara e parece não querer escutar mais nada. E é assim que agimos diante da vida. Porém, seguimos. O que fazer da vida quando ela fica tão árdua de ser vivida?
Vira volta toda vida
Num redemoinho sem fim
Vai tempestade
Vai trovoada
Afastar toda a dor de mim
Não passo de um acaso
Um erro, jogado
Fracassado
Um indigente sem nome
Um morto, uma sombra
Um ninguém que na multidão some
O meu choro não cai
As lágrimas são de pedra
Chove chuva não
Chove treva
Chove tristeza nessa fria terra
Seca o coração
Volta a vida nessa roda viva
Eu vivo, caio, repito
Levanto e admito
Sou o fruto do espinho profundo
Que tanto me fez sofrer.
Aí que comecei a pensar nisso. O quanto estar com alguém é importante pra gente mesmo que digamos que não. Que tá tudo bem e que "eu me amo, eu me amo". Eu nunca havia o visto em tamanha depressão. Nunca mesmo. E olha que antigamente era eu quem batia na janelinha emiéssiênica dele pra pedir conselhos e dizer que a vida tava uma droga e que se a vida não melhorasse em 10 segundos eu ia me atirar do nono andar do prédio mais próximo. Pelo menos um prédio que tivesse pelo menos 10 andares...a solidão destrói mas nem sempre ela está sozinha. Geralmente a solidão está no que tá cheio. Lugares cheios de pessoas, pessoas cheias de vida, vidas cheias de coisas, coisas cheias de sentido, sentimentos cheios de...sentimentos. O que é necessário pra que possamos nos sentir vivos? Não sei. Fica difícil dar-lhe conselhos uma vez que há muito não toco sequer na metade do poço. Porém, uma coisa é inegável: chegar ao fundo do poço é essencial para percebermos o quanto não queremos estar lá.
O que será que buscamos em outra pessoa que não podemos ter sozinhos? Essa sempre foi uma indagação minha. Sei lá. Sempre pensei que tava procurando alguém que me protegesse, sei lá, me desse um pouco de carinho ou os cambal. Depois que chutei o balde e resolvi desfazer todos os conceitos que eu tinha sobre tudo é que me apareceu o que tenho por certo hoje. E é impressionante como veio pra quebrar tudo o que eu pensava antes. Sobre amor, sobre destino, sobre pessoas...foi como um tapa na cara. Foi como um nunca duvide do que pode acontecer.
Eu disse para o meu amigo...a tua menina tá por aí, vai caminhando que uma hora tu olha pro lado e encontra ela. Ele, impaciente, fica muito de cara e parece não querer escutar mais nada. E é assim que agimos diante da vida. Porém, seguimos. O que fazer da vida quando ela fica tão árdua de ser vivida?
Vira volta toda vida
Num redemoinho sem fim
Vai tempestade
Vai trovoada
Afastar toda a dor de mim
Não passo de um acaso
Um erro, jogado
Fracassado
Um indigente sem nome
Um morto, uma sombra
Um ninguém que na multidão some
O meu choro não cai
As lágrimas são de pedra
Chove chuva não
Chove treva
Chove tristeza nessa fria terra
Seca o coração
Volta a vida nessa roda viva
Eu vivo, caio, repito
Levanto e admito
Sou o fruto do espinho profundo
Que tanto me fez sofrer.
Monday, 7 July 2008
Enfim, FÉRIAS!
Pois é, depois de um semestre (na realidade, 3 meses e uns quebrados!) da faculdade, eis que chegaram as férias! Uhull! Por mais que eu AMEEE o meu curso já tava na hora de parar um pouquinho. Na realidade o que mais me estressou foi uma semana todinha de provas. É pra enlouquecer qualquer pessoa.
Mas agora não quero saber de mais nada até agosto! Quero apenas dormir até tarde, ler livros por diversão e é claro, assistir alguns filminhos. Os pendentes são Sexta-Feira 13 partes 2 e 3! Tô bem arranjada pro inverno.
Musicalmente falando só posso dizer pro pessoal acessar urgentemente www.younghotelfoxtrot.blogspot.com e baixar AGORA o novo cd do Damien Jurado. Tá perfeito. Calminho, bem o estilo do Damien mesmo. Música de sofazinho com certeza. Já elegi a minha música favorita do álbum e chama-se Best Dress, já está sendo super tocada no meu last fm.
Não deixem de visitar também o RPG (Role Poetic Games) meu outro blog em conjunto com um pessoal super híper mega legal e talentoso. Endereço: www.jogospoeticosvirtuais.blogspot.com sei que tá nos favoritos mas tem gente que nem olha!
Ai ai...quando será que vou postar novamente? Não sei! Só sei que quero muito descansar, ler, escutar minhas músicas, ver minhas séries...provavelmente nesse meio tempo ocorra um momento de inspiração, um "plim" como costumo dizer. Enquanto isso, vou ficando por aqui com essa sessão diário.
;)
Mas agora não quero saber de mais nada até agosto! Quero apenas dormir até tarde, ler livros por diversão e é claro, assistir alguns filminhos. Os pendentes são Sexta-Feira 13 partes 2 e 3! Tô bem arranjada pro inverno.
Musicalmente falando só posso dizer pro pessoal acessar urgentemente www.younghotelfoxtrot.blogspot.com e baixar AGORA o novo cd do Damien Jurado. Tá perfeito. Calminho, bem o estilo do Damien mesmo. Música de sofazinho com certeza. Já elegi a minha música favorita do álbum e chama-se Best Dress, já está sendo super tocada no meu last fm.
Não deixem de visitar também o RPG (Role Poetic Games) meu outro blog em conjunto com um pessoal super híper mega legal e talentoso. Endereço: www.jogospoeticosvirtuais.blogspot.com sei que tá nos favoritos mas tem gente que nem olha!
Ai ai...quando será que vou postar novamente? Não sei! Só sei que quero muito descansar, ler, escutar minhas músicas, ver minhas séries...provavelmente nesse meio tempo ocorra um momento de inspiração, um "plim" como costumo dizer. Enquanto isso, vou ficando por aqui com essa sessão diário.
;)
Tuesday, 1 July 2008
Vai saber? Me digam vocês o título dessa poesia!
De que adianta um pontinho
Ser tão pequeno assim
Se mesmo pequeno é grande
Se mesmo perto estás longe de mim
De que adianta estar suspenso
Num grande vazio
Cheio de nada
Enquanto o Sul ainda é Sul
E o Norte está cada vez mais ao Norte
E esse pequeno ponto
Perde-se no infinito
É como se eu fosse ponto agora
Presa por um fio de desejo
De ter você toda hora
És apenas (?) tudo aquilo que sonhei
E dentro desse espaço mínimo e enorme te encontrei
Saltitando planetas
Pisando devagarinho
Letra por letra
Acordei
Ponto pequeno encerro agora
O mundo é assim grande e pequeno
A distância existe mas não existe
Eu me contento e me descontento
Nessa saudade que insiste
Ser tão pequeno assim
Se mesmo pequeno é grande
Se mesmo perto estás longe de mim
De que adianta estar suspenso
Num grande vazio
Cheio de nada
Enquanto o Sul ainda é Sul
E o Norte está cada vez mais ao Norte
E esse pequeno ponto
Perde-se no infinito
É como se eu fosse ponto agora
Presa por um fio de desejo
De ter você toda hora
És apenas (?) tudo aquilo que sonhei
E dentro desse espaço mínimo e enorme te encontrei
Saltitando planetas
Pisando devagarinho
Letra por letra
Acordei
Ponto pequeno encerro agora
O mundo é assim grande e pequeno
A distância existe mas não existe
Eu me contento e me descontento
Nessa saudade que insiste
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