Sunday, 20 January 2008

Domingo 20 de janeiro

Apesar do calor, existe um iceberg crescendo agora dentro de mim...não vamos fazer piadinha de duplo sentido ok? Até porque hoje não tô pra piadinhas. Tô pra nada.
Porra cara...fudeu sabe? Passou uma semana...uma semana. E já notei que me afundei afu nesse sentimento de ida sem volta que é gostar de alguém. Mas é que já tô pegando o caminho de volta sabe? Sim, a estradinha é toda de pedra cheia de cerquinhas pra serem contornadas, mas não me importo...vou seguindo devagar, pelo mesmo caminho que vim e me perdi.
É que na medida que tô indo na mesma direção que tu, sei lá, tu tá na frente mas se eu corresse muito, igual, jamais alcançaria. Jamais? Por hora, prefiro acreditar que sim, que daí depois que a gente leva o tombo não dói tanto.
Mas aí...tem aquela coisa...aquele vazio imenso que vai se formando porque não existe ninguém, mas aí tem você que não quer existir. O tempo se arrasta, uma droga...os dias não passam, ai inferno isso. Queria estar pra você assim como as estrelas estão para os casais apaixonados que as observam pela noite fria...
E não há nada mais que eu possa fazer, a não ser caminhar. De volta pra minha casa.

Thursday, 17 January 2008

Sem ti

Ahh se soubesses o quanto é doloroso...sentir o cheiro da tua pele tomar conta de todo o ambiente e perceber que é tudo um sonho...que o calor do teu corpo abranda meu ser, mas não sou, apenas sonho.
Se soubesses o quanto essa música entra no meu coração e arranca pedacinho por pedacinho, você, minha canção...
Se soubesses o quanto guardo o gosto da tua boca e o toque dos teus dedos e cada passeio que esses fizeram...
Se os céus pudessem me mandar uma resposta, nem tendo a maior das certezas eu descansaria, preciso apenas olhar nos teus olhos, preciso apenas ter você comigo. Seja na realidade ou na ilusão...essa ilusão real que fiz de você em mim.
Se soubesses o quanto minha alma se fere calada por saber que não seremos um...e sem ti...é tudo tão sem cor, só dor, sem amor...
Se soubesses...se soubesses...eu já não sei...

Monday, 14 January 2008

E o mundo vem e vai, sobe desce, cresce e diminui, alto e baixo, esquerda e direita...

As gotinhas de chuva pingaram no telhado...me acordando de um sonho que na realidade (realidade?) não sei se era sonho de fato. O fato é que vivi aquele momento.
Estive no chão mas em questão de segundos acabei indo pro espaço. Estive aqui, sentindo vontade de te beijar, mas no mesmo instante me deu vontade de te odiar, jogar todo esse sentimento pela janela...mas está chovendo lá fora...ah como chove.

Dói tanto sabe? Desde a última vez que todas as feridas ficaram assim abertas...estava tudo curado, guardado. E agora você vem e abre tudo novamente. Não é justo...

My life´s getting complicated now.

Sunday, 13 January 2008

Eu estava no controle de tudo

Olá habitantes do mundo virtual, olá pessoas que comentam aqui e não deixam link de seus blogs (isso me entristece, deixem contato por favor!), olá pessoas que agora vão saber de coisas que acho que nem eu descobri ainda...
A situação é crítica. Durante alguns meses, deixa eu contar aqui, aproximadamente 5 meses a minha vida seguiu por uma linha segura em que amar faria parte só do passado ou de um futuro muito distante.
Eis que o anjo do amor bate às portas novamente e eu tô aqui do lado de dentro, não sei se atendo, não sei se fico quieta sem fazer barulho pra que ele vá embora logo. É que tô com medo...ele pode dar a flechada só em mim, entende? Aí depois vai ficar aquela ferida aberta, vai doer, a minha vida vai virar uma novela mexicana interminável. I think it´s not cool.
O anjo segue batendo, parece que vai colocar a porta abaixo e eu sigo aqui quieta, inquieta, apertando as mãos contra o peito, quase chorando, quase implorando, pelo amor de Deus anjo vá embora e deixe que eu tenha o controle da minha vida novamente.
Ele insiste. Mas tenho medo, muito medo. Porém não há formas de aliviar o que sinto. São músicas, são momentos, são as expectativas que ficaram...o que faço, o que digo, preciso ser rápida!
Atendi. Ele já havia desistido...dou um suspiro de grande alívio, mas encontro no chão um bilhete que me diz "eu não ia te acertar, você já foi flechada...".

E aqui, penso: there´s no way out of here. I´m probably fucked up :/

Wednesday, 2 January 2008

Alma de poetas

Sinto necessidade, extremíssima de escrever algo que transcenda barreiras do que se é entendível (existe essa palavra? pois se não existe, invento-a agora!). Vontade essa que todo poeta/escritor/intelectual ou pseudointelectual tem de jogar a verdade na cara de quem lê. Vontade de arrancar daquele peito e daqueles olhos algum tipo de emoção, tampouco importa se amor ou ódio, emoção é o que importa.
Não escrevi nada sobre Natal (milagre, é sempre a mesma hipocrisia de sempre), nem sobre o ano novo, não faço resoluções mas tive tempo de pensar em algumas não divulgáveis nesse espaço.
Fico aqui tentando escrever algo que nesse espaço de tela de computador explique um pouco o que estou sentindo no momento.
Um vazio...vazio king size, vazio tamanho da praia do Cassino, vazio labirinto, vazio do fundo do poço sem fundo. Solidão que engole a lua na noite que fora iluminada pela mesma, mas a solidão é capaz de apagar qualquer lua, qualquer raio, qualquer alminha que tente com um sorriso trazer a luz de fato.
E cada minuto o relógio, o dia, cada mês, minha vida vai sendo tirada, pouquinho a pouquinho e me vem à mente aquela impressão de que é preciso fazer muito a todo tempo para que nada seja perdido, principalmente os segundos que escorrem com facilidade...(eu ia comparar com macarrão no escorredor, mas que comparação patética!).
Meus olhos, só pra ti meu sonho, só pra ti meu príncipe sem face, sem nome, sem identidade. Só pra ti a minha vontade de continuar vivendo tendo a certeza de que jamais irei te olhar nesses olhos que mesmo sinceros me trairiam, isso se nos conhecessemos.
Cubro-me com as ironias da vida, os objetivos que foram alcançados, algum estímulo por parte dos amigos e sempre, SEMPRE uma bebida alcóolica pra me lembrar como é bom esquecer o quanto devemos ser reais.
Enfim, digo tudo, digo nada. Alma de poetas, essa mania incansável de mostrar tudo, refletir tudo, eterno espelho. Que ninguém entende.

(Alma de Poetas, o erro de concordância é proposital, afinal, poetas possuem alma única, universal. Nem todos falam a mesma coisa, mas todos se entendem num curto espaço que é o início do parágrafo e o ponto final.)