É irritante
A saudade que sinto
Do teu jeitinho
Da tua voz
Desse cheirinho
De tudo aquilo que era meu
E agora não é mais
Dos pensamentos
Que eu nunca desvendei
Das palavras que nem escutei
Dos sonhos que não participei
Da idéia que não deu tempo
De ser contada
Do beijo que por receio
Fora adiado
Ou simplesmente abandonado
Minha alma agora vira-se
Violentamente dentro de um corpo
Que só sabe caminhar e não ver nada
Falar e não escutar
Querer sem querer
É hora de um adeus?
Ou você apenas acenou?
Encontrarei um dia as respostas
Pras perguntas que você deixou
Saturday, 29 March 2008
Sunday, 23 March 2008
Me
Eu espero que a chuva caia
E lave, leve, ampare
Todo o receio
Toda a ansiedade
Todo esse desespero
Eu espero atravessar a rua
Encontrar do outro lado
Tudo que é seguro e certo
Te imaginei, te pintei
Sonhei, me iludi
Me arrebentei, me joguei
Arrebatei
Me esqueci, me enfureci
Te perdi, me perdi
Te iludi
Me entreguei, me desesperei
Coloquei as cartas na mesa
Te derrubei
Me debrucei
Me atirei no precipício
Te machuquei.
E lave, leve, ampare
Todo o receio
Toda a ansiedade
Todo esse desespero
Eu espero atravessar a rua
Encontrar do outro lado
Tudo que é seguro e certo
Te imaginei, te pintei
Sonhei, me iludi
Me arrebentei, me joguei
Arrebatei
Me esqueci, me enfureci
Te perdi, me perdi
Te iludi
Me entreguei, me desesperei
Coloquei as cartas na mesa
Te derrubei
Me debrucei
Me atirei no precipício
Te machuquei.
Saturday, 15 March 2008
O destino dos meus pulsos
Eu quis te perder
Te assumir
Sumir
Te deixar partir
Quis fazer você sorrir
Eu quis mudar o rumo
Perder a linha
Arranhar as paredes
E rasgar as fotos
Quis fazer você sentir
Tentei criar um mundo
Com dois perfeitos habitantes
Se amando em um segundo
Tentei fazer você ser feito
Para mim
Fiz de tudo pra manter
Dois personagens
Uma história
E o final é sempre feliz
Era sempre feliz
Tentei fugir de mim mesma
Sair da imagem que antes
Estava só no espelho
Mas ultimamente
Até na minha sombra ela se refletia
Tentei não sentir mais medo
Tentei te dizer em segredo
Que nada mais eu sentia
Te assumir
Sumir
Te deixar partir
Quis fazer você sorrir
Eu quis mudar o rumo
Perder a linha
Arranhar as paredes
E rasgar as fotos
Quis fazer você sentir
Tentei criar um mundo
Com dois perfeitos habitantes
Se amando em um segundo
Tentei fazer você ser feito
Para mim
Fiz de tudo pra manter
Dois personagens
Uma história
E o final é sempre feliz
Era sempre feliz
Tentei fugir de mim mesma
Sair da imagem que antes
Estava só no espelho
Mas ultimamente
Até na minha sombra ela se refletia
Tentei não sentir mais medo
Tentei te dizer em segredo
Que nada mais eu sentia
Friday, 14 March 2008
Sem título por enquanto
Não sei se devo olhar nos teus olhos
Ou se desvio agora
Para onde estou desviando?
Para quem estou olhando?
O sol desce, o brilho devanesce
Ele me persegue, ele me cega
Ele me segue
De quem estou falando?
A quem estou procurando?
Quisera eu poder te pedir perdão
Ao invés de te cortar profundo
Com toda minha confusão
O que era belo agora se faz dúbio
Dúvidas, dúvidas surgindo então
Não que seja pouco
Não que não seja amor
Não que foi em vão
Não que esteja ruim
Eu transfiguro a realidade
Pra buscar a melhor ficção
Cravo no meu peito como tantas outras vezes
E sangro até cansar
Até parar de pensar
Em quem estou pensando? A quem estou me doando?
E nessa ida e vinda
E nessa dança divina
Que perco a alma
Perco a vida
Faço você perder a linha
A quem estou enganando? A quem estou amando?
Ou se desvio agora
Para onde estou desviando?
Para quem estou olhando?
O sol desce, o brilho devanesce
Ele me persegue, ele me cega
Ele me segue
De quem estou falando?
A quem estou procurando?
Quisera eu poder te pedir perdão
Ao invés de te cortar profundo
Com toda minha confusão
O que era belo agora se faz dúbio
Dúvidas, dúvidas surgindo então
Não que seja pouco
Não que não seja amor
Não que foi em vão
Não que esteja ruim
Eu transfiguro a realidade
Pra buscar a melhor ficção
Cravo no meu peito como tantas outras vezes
E sangro até cansar
Até parar de pensar
Em quem estou pensando? A quem estou me doando?
E nessa ida e vinda
E nessa dança divina
Que perco a alma
Perco a vida
Faço você perder a linha
A quem estou enganando? A quem estou amando?
Wednesday, 12 March 2008
Life without pain
Só estou me dispondo a escrever alguma coisa aqui porque quanto mais a gente quer ficar quieto e tá sem inspiração é que a criatividade brota sabe-se lá de onde. Eu espero profundamente que esse instinto de criatividade aflore, senão vai ficar meio difícil tentar convencer o povo de que nasci pra isso: escrever brilhantemente (começaram as manifestações de humildade).
Deixa eu ver...tenho duas opções...fazer uma sessão diário bem longa contando tudo o que tá acontecendo na faculdade, na minha vida, falar incansavelmente de mim sendo que, nada poderá ser aproveitado pelo leitor, afinal é a minha vida, meus sentimentos, meu, meu, minha, tudo meu. Ó egoísmo!
Mas!!! Sempre tem um "mas", a salvação da lavoura!!! Posso começar a devanear, sim, porém de uma forma que possa ser aproveitado por quem lê. Quem sabe, saia algo. Eu ainda não tenho nada em mente, sei que tô enrolando pra caramba, só pra ver se o instinto criativo vem. Instinto criativo? Seria a criatividade um instinto? Não posso acreditar nisso, senão vou ser apenas mais uma da multidão! Criatividade é um dom! E eu tenho ele! Só posso ter!
Tenho pensado bastante (na real não tenho pensado "bastante" droga nenhuma é que lembrei disso agora e tô apostando muito no assunto). É assim...tô pensando no (s) meu (meus) papel (papéis) social (is). Afinal na nossa vida somos várias coisas, vários personagens. Não que eu aceite isso só porque vi na aula de Sociologia mas sim porque a coisa funciona desse modo é que nunca percebemos isso. A música toca desse jeito.
Tô "meio" relapsa em vários papéis que tenho desempenhado. Já tenho planos de melhorar alguns, mas tem outros, que francamente, nem sei quando vou poder "mexer".
Infelizmente não tenho me inspirado pra poesia, o que é uma droga, porque eu já tava até me convencendo que sabia fazer poesia de uma forma muito afu. Mas meu instinto poético há de florescer logo (eu espero, rezo por isso).
Viu? Nada de assunto interessante, nada a refletir, filosofia de quinta. E ainda chamam isso de literatura. Agora eu clico em "publicar postagem" e isso tudo se desprende de mim.
A responsabilidade de ler, entender, gostar ou desgostar disso tudo aqui, é sua.
Deixa eu ver...tenho duas opções...fazer uma sessão diário bem longa contando tudo o que tá acontecendo na faculdade, na minha vida, falar incansavelmente de mim sendo que, nada poderá ser aproveitado pelo leitor, afinal é a minha vida, meus sentimentos, meu, meu, minha, tudo meu. Ó egoísmo!
Mas!!! Sempre tem um "mas", a salvação da lavoura!!! Posso começar a devanear, sim, porém de uma forma que possa ser aproveitado por quem lê. Quem sabe, saia algo. Eu ainda não tenho nada em mente, sei que tô enrolando pra caramba, só pra ver se o instinto criativo vem. Instinto criativo? Seria a criatividade um instinto? Não posso acreditar nisso, senão vou ser apenas mais uma da multidão! Criatividade é um dom! E eu tenho ele! Só posso ter!
Tenho pensado bastante (na real não tenho pensado "bastante" droga nenhuma é que lembrei disso agora e tô apostando muito no assunto). É assim...tô pensando no (s) meu (meus) papel (papéis) social (is). Afinal na nossa vida somos várias coisas, vários personagens. Não que eu aceite isso só porque vi na aula de Sociologia mas sim porque a coisa funciona desse modo é que nunca percebemos isso. A música toca desse jeito.
Tô "meio" relapsa em vários papéis que tenho desempenhado. Já tenho planos de melhorar alguns, mas tem outros, que francamente, nem sei quando vou poder "mexer".
Infelizmente não tenho me inspirado pra poesia, o que é uma droga, porque eu já tava até me convencendo que sabia fazer poesia de uma forma muito afu. Mas meu instinto poético há de florescer logo (eu espero, rezo por isso).
Viu? Nada de assunto interessante, nada a refletir, filosofia de quinta. E ainda chamam isso de literatura. Agora eu clico em "publicar postagem" e isso tudo se desprende de mim.
A responsabilidade de ler, entender, gostar ou desgostar disso tudo aqui, é sua.
Monday, 3 March 2008
The Ghost of you
O título da postagem de hoje tem a ver apenas e unicamente com o fato de que estou escutando essa música, que é do My Chemical Romance. Não sou emo, mas em doses homeopáticas, até que vai.
Não tenho feito poesia, forcei uma da última vez que pode ter ficado meia-boca mas não foi o esperado. Sei lá o que tá acontecendo comigo, algum bloqueio de criatividade e tal. Coisa chique, que só escritores importantes devem ter. E eu me incluo nesse hall!
A faculdade começou tri boa (diarinho mode on rulez por aqui...), eu tô cansada pra caramba, tenho que ver um filme...credo...quanta coisa. E tenho que dormir. E tenho que terminar de ver a primeira temporada do LOST, falta tão pouquinho.
Falta tão pouquinho...tão pouquinho, bem pouquinho...pra quê? Nem eu mesma sei. Hoje eu estava bem mas atravessei uma rua muito escura e nem sabia que estava escura, só fui saber depois que atravessei. Eu não fiquei triste, sei lá, fiquei indiferente? Fiquei indiferente e cansada. Minhas pernas doíam de tanto caminhar. Mas acho que era por um trajeto interno, muito mais da alma do que por pernas propriamente ditas.
Então, pra fugir da escuridão que essa rua me levou, dei meia-volta e procurei o caminho pelo qual estava passando e não encontrei. Me perdi por lá mesmo, e agora não vejo mais nada.
Não tenho feito poesia, forcei uma da última vez que pode ter ficado meia-boca mas não foi o esperado. Sei lá o que tá acontecendo comigo, algum bloqueio de criatividade e tal. Coisa chique, que só escritores importantes devem ter. E eu me incluo nesse hall!
A faculdade começou tri boa (diarinho mode on rulez por aqui...), eu tô cansada pra caramba, tenho que ver um filme...credo...quanta coisa. E tenho que dormir. E tenho que terminar de ver a primeira temporada do LOST, falta tão pouquinho.
Falta tão pouquinho...tão pouquinho, bem pouquinho...pra quê? Nem eu mesma sei. Hoje eu estava bem mas atravessei uma rua muito escura e nem sabia que estava escura, só fui saber depois que atravessei. Eu não fiquei triste, sei lá, fiquei indiferente? Fiquei indiferente e cansada. Minhas pernas doíam de tanto caminhar. Mas acho que era por um trajeto interno, muito mais da alma do que por pernas propriamente ditas.
Então, pra fugir da escuridão que essa rua me levou, dei meia-volta e procurei o caminho pelo qual estava passando e não encontrei. Me perdi por lá mesmo, e agora não vejo mais nada.
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