Monday, 24 December 2007

Core

Os últimos minutos
Se esvaem na lisura branca
De mãos cansadas
Querem agarrar
O que querem agarrar?

Aperto contra o peito essa vontade
Vontade de querer sentir vontade de ter
Um dia algum sentimento que ocupe
O vácuo tão sombrio e frio
Desse coração jogado às pedras

Vida, onde estás me levando?
Onde começa a estrada e termina a viagem?
Onde começa o meu caminho e termina a ilusão?
Penso tanto em não pensar mas ao mesmo tempo
Penso que seria tolice não querer pensar

As palavras embaralham-se
Entrelaçam-se
Como nunca irei me entrelaçar a alguém
Coração negro
Ensangüentado, corte profundo
Ele morre
Junto comigo...

Thursday, 6 December 2007

Verve...

Não consegui acessar seu blog, se é que você tem um.

Obrigada pelo comentário...mas sabe que depois de tanto tempo desde o último post, continuo com a mesma idéia. A mesma armadura que não me deixa sentir outra pessoa do jeito que devemos sentir.

As pessoas estão simplesmente passando pela minha vida. Estão deixando algo bom? Até estão, mas nada delas. Estão deixando impressões minhas em mim. Não há uma digital de fulano dentro do meu coração. Meu coração não se abre, meu coração sequer existe.

Sinto falta de amor/amar? De me emocionar, de chorar lágrimas de saudade, de escrever poesias ao príncipe encantado? Não sinto.

Sequer tenho conto de fadas, o que dirá um príncipe.