Tuesday, 30 October 2007

Turning Back

O nome do rei

Quase já não sinto mais

As friezas oriundas de ti

Daqui de cima desse castelo

De paredes tão invisíveis

De paredes tão espelhadas

Teu rosto é o que está sendo refletido

Fecho os olhos
Tento apagar todas as lembranças

Mas logo vem aquele filme

Nosso curta-metragem
Que passa na minha mente

Durante horas e horas

É a saudade...
Saudade desse rei
Rosto de príncipe

Olhos de garoto

E coração de gelo

Dobras a esquina

E vou ao teu encontro

Dobras na direção errada

Será que a direção certa seria mesmo

O meu abraço insignificante agora?

Nunca mais pronunciarei teu nome
Rei, sol, centro, fundamento

Pensarei, esquecerei, um dia apagarei.


Desculpem o sumiço...meus textos estão sendo escritos em outro computador que não tem internet, por isso demoro a transferi-los para cá. Além de estar estudando muito.

Agradeço quem ler, quem comentar.

Sunday, 7 October 2007

Carta para ninguém

Talvez eu escrevesse uma carta...uma carta bem grande, bonita e cheia de poesias. Para quem? Será que teria alguém, olhos para ler, ouvidos para escutar o quão solitária tenho me sentido? Será que existe alguém nesse mundo que perceberia ser motivo da agonia, da tristeza, do silêncio da sinfonia...nada mais parece ter sentido.
E o corpo cai, a memória já não funciona mais. Teus beijos ficam apagados, não lembro do gosto nem do jeito. Os abraços deixaram um espaço vazio que não diz nem sim nem não, só está ali, vazio.
Meus pensamentos migraram todos para o centro desse universo que se resumia à alguém, que por falta de contato, de tato, carinho ou sabe-se lá bem o que é, deixou-se apagar. Será que todos os sentimentos estão guardados? Será que olhar os teus olhos é a mesma coisa do que fora antes?
Nada mais sei. Mas as ondas levaram teu nome escrito na areia...não foi na primeira vez, muitas águas tiveram que por ali passar para tentar apagar você de mim.
E isso ainda não foi possível. Continuo cantando ilusões para meu coração adormecer, quem sabe morrer...