Monday, 27 August 2007

E a vida continua...sempre!

Sumi. Sumi mesmo do blog, do Orkut (um pouco), sumi do mundo. O tempo aqui tem estado muito ruim. É chuva e chuva, frio e frio, vento e vento. Isso desanima qualquer um.
O fim-de-semana compôs mais um capítulo do livro "minha vida tá uma droga". Mas aí a gente acorda na segunda, tá meio solzinho e as coisas parecem iluminar. Queria mudar muitas coisas e fico irritada porque não consigo fazê-las nesse exato momento. Uma boa noite de sono me suga toda e qualquer energia ruim e me faz acordar com um pensamento melhor. Isso é bom, está bom.
Tenho escrito algumas poucas poesias...tenho que passá-las para esse computador...porém ando pouco inspirada...usando meu tempo para pisar nas nuvens, estudar e viver coisas que parecem não ser realidade.
Por mais que a gente fique triste...o outro dia sempre bate a porta. E a gente sempre atende...

Thursday, 16 August 2007

Complexos

Perdida de mim mesma

A outra parte
Saiu a caminhar e se distanciou

Procurou a noite, quem sabe

O vento, cheiros, desejos

Não soubera até então

Os mistérios desse olhar

Me dê sua mão

Não me dê sua mão

Deixe só a ilusão

Minha realidade

E meu sonho

Coexistem em conflito

Complexo

Parte real e imaginária

A parte real engoliu

O que a imaginação deixou

Não sinto mais o corpo
Tudo parou

Parte essa que se desgarrou

Sinto falta

Sinto não

As tuas palavras

Sempre me libertarão

E me aprisionarão

No meu desejo

De ter o que nunca poderei

ter

Wednesday, 15 August 2007

Hole inside

Não tenho produzido nada de importante nos últimos dias...pode-se dizer que deixei a poesia de lado, pra viver algo que nem eu mesma sei o que é. Algo que todo mundo vive, mas sinto de maneira diferente. Talvez porque tudo pra mim sempre foi diferente, nunca consegui me aproximar do que acontecia com as outras pessoas. Pra mim, tudo diferente, o sistema funciona de outra forma. E isso me irrita? Claro. Seguir o sistema já não é uma boa, imagine ter um totalmente diferente do resto do mundo.
Está tudo muito estranho aqui dentro de mim. Tem dias em que posso sentir tudo voltando para seu lugar, todas as coisas se acertando e em outros, tudo parece desabar. Queria correr, fugir um pouco...ou pelo menos sonhar que as coisas poderiam ser diferentes, ah como eu queria ser diferente...mas ao mesmo tempo igual a como sou agora, como penso e sinto o mundo!
Nada parece fazer sentido, nada parece ser concreto, tudo parece ser a realidade virtual que se passa diante de meus olhos. Ahh eu queria...queria muito e por querer muito e não ter não posso nem me dar ao luxo de pronunciar a palavra que denomina essa coisa que tanto quero...
Liberdade...paz...sensação de leveza...onde será que estás? Onde?

Parece que a capacidade de entender as coisas me foi roubada...e com ela, a capacidade de perceber a vida e escrever sobre a vida...sou um rio que parou, a folha de outono que caiu e nenhum vento levou...sou a música que ninguém ouviu, o livro que ninguém leu...quem sou eu? Nada...apenas um grito na escuridão...mar furioso imenso dentro de um buraco negro que me revoltou e me fez dizer essas frases...eu não fiz mais nada. Virei questão, pouca emoção, nada sobrou.

Sunday, 5 August 2007

Mudança do vento infeliz...

Cai a noite na montanha

O vendo rodopia em torno

Das imensas árvores

Imersos sentimentos

A solidão e seu silêncio
Gritantes me pegam pela mão

Me largam no vazio

Me jogam ao fundo frio

Da dolorosa escuridão

Meus olhos, ah só me enganam

Não trabalham com a minha mente

Que cria realidade mais cruel

Que a própria realidade real!

O sentimento que por ti
Formou-se certo dia

Quer tomar conta de meus sentidos

Não deixo...tranquei a porta

Que venha alguma coisa
Ter significado nessa hora

Em que nem a música me faz

Sequer sorrir de leve

Me leve logo

Se é pra viver desse jeito

Sob o domínio do vento
Que infeliz se move

E me leva ao fundo

De abismos intermináveis...